
A busca por processos menos poluentes e mais eficientes tem impulsionado transformações importantes na indústria têxtil. Um dos caminhos apontados por especialistas e fabricantes é a adoção de tecnologias de impressão digital direta no tecido (DTG), que oferecem vantagens ambientais em comparação ao modelo tradicional de estamparia, especialmente quando aliadas a sistemas de baixo consumo e uso racional de insumos.
Neste cenário, ganha força o uso de tintas à base de água e mecanismos que evitam o desperdício, como o sistema de recirculação automática de tinta branca, tecnologia disponível em equipamentos mais recentes do mercado. Segundo Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o setor está entre os que mais consomem água e energia no País, o que torna a adoção de processos sustentáveis uma necessidade urgente – e não apenas uma tendência.
Entre os fabricantes que vêm investindo nessa mudança está a Brother, com a linha de impressoras GTX, voltadas para produção em escala com menor impacto ambiental. De acordo com a empresa, o diferencial está na recirculação contínua da tinta branca, que mantém o pigmento em movimento constante, evitando entupimentos e reduzindo a necessidade de limpezas constantes. Essa tecnologia pode diminuir em até 70% os problemas técnicos associados à tinta branca – uma das mais instáveis no processo de impressão têxtil.
“A recirculação automática evita o acúmulo de pigmentos, prolonga a vida útil dos cabeçotes e diminui consideravelmente o volume de tinta desperdiçada. É uma solução pensada tanto para eficiência produtiva quanto para responsabilidade ambiental”, explica Paulo Akashi, diretor de vendas da Brother Brasil. Outro ponto de destaque dos equipamentos é o uso das tintas pigmentadas Innobella, fabricadas pela própria marca. Formuladas à base de água, resistentes à luz e ao ozônio e livres de solventes agressivos, elas são certificadas por padrões internacionais e possibilitam estampas de alta definição, cores vibrantes e alta durabilidade das estampas, sem comprometer o meio ambiente ou a saúde do operador.

Mais do que uma aliada da personalização e da agilidade na Cadeia têxtil, a impressão DTG além de reduzir etapas do processo produtivo, elimina o uso de matrizes e minimiza o descarte de resíduos sólidos e líquidos. Para Akashi, o cenário é promissor: “A sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar um pré-requisito. Os negócios que investem em soluções inteligentes, com menos impacto e mais controle sobre a produção, estarão melhor posicionados no mercado nos próximos anos”, reforça.

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