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Escassez de talentos em segurança coloca empresas em risco, diz Fortinet

No último ano, quase 90% dos líderes organizacionais disseram que sofreram uma violação que podem atribuir parcialmente à falta de habilidades cibernéticas

Escassez de talentos em segurança coloca empresas em risco, diz Fortinet

A Fortinet, empresa global de segurança cibernética, apresentou os resultados de seu relatório global sobre a lacuna de habilidades em segurança cibernética de 2024, que destaca os desafios contínuos relacionados à escassez de habilidades em segurança cibernética que afeta organizações e empresas em todo o mundo. As principais conclusões do relatório incluem:

• As organizações estão atribuindo cada vez mais as violações à lacuna de habilidades cibernéticas.

• As violações continuam a ter repercussões significativas para as empresas e os líderes executivos geralmente são penalizados quando elas acontecem.

• As certificações continuam sendo altamente consideradas pelos empregadores como um validador das competências e dos conhecimentos atuais em segurança cibernética.

• Várias oportunidades de contratação estão abertas, de diversos grupos de talentos, para ajudar a lidar com a escassez de habilidades.

A lacuna de habilidades cibernéticas continua afetando empresas em todo o mundo. Estima-se que sejam necessários 4 milhões de profissionais para preencher a crescente lacuna da força de trabalho em segurança cibernética, destes, 750 mil são necessários apenas no Brasil

“Os resultados do nosso mais recente relatório global sobre a lacuna de habilidades em segurança cibernética destacam a necessidade crítica de uma abordagem colaborativa e multifacetada para fechar essa lacuna de habilidades. Para mitigar eficazmente os riscos e combater as ameaças complexas de hoje, as organizações devem empregar uma combinação estratégica de alavancar a tecnologia de segurança certa, melhorar as competências dos profissionais de segurança por meio de treinamento e certificações e promover uma força de trabalho consciente do ciberespaço. Como parte da dedicação da Fortinet para fechar a lacuna de habilidades por meio de uma abordagem em três vertentes, nos comprometemos a treinar 1 milhão de pessoas em cibersegurança até 2026. À medida que nos aproximamos da metade deste compromisso de cinco anos, estamos perto de alcançar meio milhão de pessoas treinadas até o momento”, afirmou John Maddison, Chief Marketing Officer da Fortinet.

A lacuna de habilidades cibernéticas continua afetando empresas em todo o mundo. Estima-se que sejam necessários 4 milhões de profissionais para preencher a crescente lacuna da força de trabalho em segurança cibernética, destes, 750 mil são necessários apenas no Brasil. Ao mesmo tempo, o relatório global sobre a lacuna de habilidades em segurança cibernética descobriu que 70% das organizações indicaram que essa escassez de habilidades cria riscos adicionais para as suas organizações. Outras conclusões que mostram o impacto da crescente lacuna de habilidades nas empresas em todo o mundo incluem:

• As organizações estão atribuindo mais violações à falta de habilidades cibernéticas. No último ano, quase 90% dos líderes organizacionais (87%) disseram que sofreram uma violação que podem atribuir parcialmente à falta de habilidades cibernéticas, acima dos 84% registrados no relatório de 2023 e dos 80% no ano anterior.

• As violações têm um impacto mais substancial nas empresas. As violações têm diversas repercussões, desde desafios financeiros até desafios de reputação. A pesquisa deste ano revela que os líderes corporativos são cada vez mais responsabilizados por incidentes cibernéticos, com 51% dos entrevistados observando que diretores ou executivos enfrentaram multas, prisão, perda de cargo ou perda de emprego após um ataque cibernético. Além disso, mais de 50% dos entrevistados indicaram que as violações custaram às suas organizações mais de US$ 1 milhão em receitas perdidas, multas e outras despesas no ano passado, um aumento em relação aos 48% no relatório de 2023 e a 38% no ano anterior.

• Os Conselhos de Administração veem a segurança cibernética como imperativo aos negócios. Como resultado, executivos e conselhos de administração priorizam cada vez mais a segurança cibernética, com 72% dos entrevistados dizendo que seus conselhos estavam mais focados na segurança em 2023 do que no ano anterior. Além disso, 97% dos entrevistados dizem que seu conselho vê a segurança cibernética como uma prioridade empresarial.

Gerentes contratantes valorizam o aprendizado contínuo e as certificações

Os líderes empresariais consideram amplamente as certificações como uma validação dos conhecimentos em segurança cibernética, e aqueles que detêm uma certificação ou trabalham com alguém que possui, percebem benefícios claros. A pesquisa deste ano também descobriu que:

• Os candidatos com certificações se destacam. Mais de 90% dos entrevistados disseram preferir contratar candidatos com certificações.

• Os líderes acreditam que as certificações melhoram a postura de segurança. Os entrevistados valorizam tanto as certificações que 89% disseram que pagariam para um funcionário obter uma certificação de segurança cibernética.

• Encontrar candidatos que possuem certificações não é fácil. Mais de 70% dos entrevistados indicaram que é difícil encontrar candidatos com certificações focadas em tecnologia.

Empresas estão expandindo os critérios de contratação para preencher vagas abertas

À medida que a escassez de talentos cibernéticos persiste, algumas organizações diversificam os seus grupos de recrutamento para incluir candidatos cujas credenciais não se enquadram nas formações tradicionais, como um diploma de quatro anos em segurança cibernética ou campos relacionados, para atrair novos talentos e preencher vagas abertas. A mudança desses requisitos de contratação pode desbloquear novas possibilidades, especialmente se as organizações também estiverem dispostas a pagar por certificações e treinamento. O relatório também constatou que:

• As organizações continuam com programas dedicados ao recrutamento de grupos de talentos diversificados. 83% dos entrevistados disseram que as suas organizações estabeleceram metas de contratação de diversidade para os próximos anos, em linha com o relatório do ano passado, mas um pouco abaixo dos 89% de 2021.

• A diversidade de contratação varia de ano para ano. Apesar das metas de recrutamento em andamento, as contratações de mulheres caíram para 85%, contra 89% em 2022 e 88% em 2021; as contratações de grupos minoritários permanecem inalteradas em 68%, ligeiramente acima dos 67% em 2021; e as contratações de veteranos aumentaram ligeiramente para 49%, de 47% em 2022, mas caíram em relação aos 53% em 2021.

• Embora muitos gerentes contratantes valorizem as certificações, algumas organizações ainda preferem candidatos com formação tradicional. Apesar de muitos entrevistados dizerem que valorizam as certificações, 71% das organizações ainda exigem graduação de quatro anos e 66% contratam apenas candidatos com formação tradicional.

Organizações estão adotando uma abordagem de três etapas para construir resiliência cibernética

A frequência crescente de ataques cibernéticos custosos, combinada com o potencial de graves consequências pessoais para membros dos conselhos e diretores, está resultando em um impulso urgente para fortalecer as defesas cibernéticas nas empresas. Como resultado, as organizações estão se concentrando em uma abordagem de três vertentes para a segurança cibernética que combina treinamento, conscientização e tecnologia:

• Ajude as equipes de TI e de segurança a obter habilidades vitais de segurança investindo em treinamento e nas certificações necessárias para alcançar esse objetivo.

• Cultive uma equipe de linha de frente com consciência cibernética que possa contribuir para uma organização mais segura como primeira linha de defesa.

• Use soluções de segurança eficazes para garantir uma postura de segurança sólida.

 

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