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Check Point conclui que novo malware bancário para Android-MaliBot- representa alto risco

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, publicou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de junho de 2022

Check Point conclui que novo malware bancário para Android-MaliBot- representa alto risco

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, publicou o Índice Global de Ameaças referente ao mês de junho de 2022. Os pesquisadores relataram o surgimento de um novo malware móvel bancário para Android, chamado MaliBot, após a remoção do FluBot no final de maio.

Embora recém-descoberto, o MaliBot, um malware bancário, já alcançou o terceiro lugar na lista de malwares móveis mais prevalentes. Ele se disfarça como aplicativos de mineração de criptomoedas com nomes diferentes e tem como alvo usuários de mobile banking para roubar informações financeiras. Semelhante ao FluBot, o MaliBot usa mensagens SMS de phishing (smishing) para atrair as vítimas, a fim de que cliquem em um link malicioso que as redirecionarão para efetuar o download de um aplicativo falso contendo o malware.

Ele se disfarça como aplicativos de mineração de criptomoedas com nomes diferentes e tem como alvo usuários de mobile banking para roubar informações financeiras  

Também em junho, o malware Emotet continuou aparecendo na posição de mais prevalente no mundo. Os pesquisadores relataram ainda sobre uma nova variante do Emotet, que surgiu no mês passado, cujos recursos visam o roubo de cartão de crédito e tem como alvo os usuários do navegador Chrome.

O Snake Keylogger vem em terceiro lugar após um aumento em sua atividade desde que apareceu em oitavo lugar em maio. A principal funcionalidade do Snake é registrar as teclas digitadas pelos usuários e transmitir os dados coletados para os atacantes. Enquanto em maio a CPR testemunhou o Snake Keylogger sendo entregue via arquivos PDF, recentemente este malware foi distribuído por e-mails contendo anexos do Word marcados como solicitações de cotações.

“Embora seja sempre bom ver ações bem-sucedidas de aplicação da lei para derrubar grupos de crimes cibernéticos ou malwares, como o FluBot, infelizmente não demorou muito para que um novo malware móvel tomasse seu lugar”, afirma Maya Horowitz, vice-presidente de Pesquisa da Check Point Software Technologies.

“Os cibercriminosos estão bem cientes do papel central que os dispositivos móveis desempenham na vida de muitas pessoas e estão sempre adaptando e melhorando suas táticas para corresponder a isso. O cenário de ameaças evolui rapidamente e o malware móvel é um perigo significativo para a segurança pessoal e corporativa. Nunca foi tão importante ter uma solução robusta de prevenção de ameaças móveis”, alerta Maya.

Principais famílias de malware
Em junho, o Emotet prosseguiu como o malware mais popular, afetando 14,12% das organizações em todo o mundo, seguido pelo Formbook e pelo Snake Keylogger, cada um impactando 4,4% das organizações globalmente.

Principais setores atacados globalmente e no Brasil
Quanto aos setores, em junho, Educação e Pesquisa prossegue sendo o setor mais atacado globalmente, seguido por Governo/Militar e Saúde.

.Educação/Pesquisa
.Governo/Militar
.Saúde

No Brasil, os três setores no ranking nacional mais visados em junho foram:

1.Governo/Militar
2.Varejo/Atacado
3.Comunicações

O setor de Educação/Pesquisa ficou em sexto lugar no ranking nacional pelo segundo mês consecutivo.

Principais vulnerabilidades exploradas
Em junho, a equipe da CPR também revelou que a “Apache Log4j Remote Code Execution” foi a vulnerabilidade mais explorada, impactando 43% das organizações no mundo, seguida de perto pela “Web Server Exposed Git Repository Information Disclosure”, cujo impacto global foi de 42,3%. A “Web Servers Malicious URL Directory Traversal” ficou em terceiro lugar na lista de vulnerabilidades mais exploradas, com um impacto global de 42,1%.

Principais malwares móveis

Em junho, o AlienBot é o malware móvel mais prevalente, seguido por Anubis e o novo malware bancário MaliBot.

.AlienBot – A família de malware AlienBot é um Malware-as-a-Service (MaaS) para dispositivos Android que permite a um atacante remoto, como primeira etapa, injetar código malicioso em aplicativos financeiros legítimos. O atacante obtém acesso às contas das vítimas e, eventualmente, controla completamente o dispositivo.

. Anubis é um cavalo de Troia bancário projetado para smartphones Android. Desde que foi detectado inicialmente, ele ganhou funções adicionais, incluindo a funcionalidade Remote Access Trojan (RAT), keylogger, recursos de gravação de áudio e vários recursos de ransomware. Foi detectado em centenas de aplicativos diferentes disponíveis na Google Store.

. MaliBot é um malware bancário do Android que foi detectado visando usuários na Espanha e na Itália. Este malware se disfarça como aplicativos de mineração de criptomoedas com nomes diferentes e se concentra no roubo de informações financeiras, carteiras de criptomoedas e mais dados pessoais.

Os principais malwares de junho no Brasil
O principal malware no Brasil em junho continuou sendo o Emotet, com um índice de impacto elevado de 42,19% (este malware liderou a lista nacional de maio com índice de 23,55%). A novidade do Emotet, como mencionado no início deste texto, está por conta de uma nova variante identificada em junho que tem recursos de roubo de cartão de crédito e seu alvo são os usuários do navegador Chrome.

Já o Chaes manteve-se em segundo lugar (com o mesmo índice de impacto de maio de 6,88%) no ranking nacional; este malware ataca plataformas de e-commerce principalmente na América Latina e foi o responsável pela campanha que visava o roubo de informações de consumidores do Mercado Livre e Mercado Pago, entre outros.

Android

MaliBot

malware bancário

Maya Horowitz

usuários de mobile banking

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