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Kyndryl firma parceria com empresa nacional e conta sua história no Brasil

Kyndryl firma parceria com empresa nacional e conta sua história no Brasil

A Kyndryl, integradora global de tecnologia, anunciou sua primeira parceria com uma empresa brasileira. Trata-se da Digibee, que desenvolveu uma plataforma para integração de sistemas e que vem sendo usada por grandes corporações no Brasil, Como Itaú, Carrefour, Assaí, B3, Bauduco, entre outras. Recentemente, a Digibee recebeu um aporte de US$ 25 milhões em uma rodada de investimentos liderada pelo Softbank.

“Assim que identificamos uma necessidade de negócio, buscamos firmar novas parcerias para complementar o nosso ecossistema e atender determinada oferta que necessita de uma tecnologia para complementar os nossos serviços. Percebendo a complexidade dos ambientes atuais, como a integração de on-premises com Cloud e sistemas legados, a integração de ambientes diversos é uma necessidade crítica no mercado”, disse César Saraiva, líder de Alianças da Kyndryl Brasil. “Entendemos que era necessário complementar as nossas ofertas com um parceiro de integração. Estamos anunciando a primeira parceria com uma empresa nacional, com uma tecnologia dedicada ao mundo de integração, conectando plataformas, servidores, dispositivos etc. Em breve teremos anúncios de novas empresas entrando no nosso ecossistema, tanto de âmbito global como nacional”, garantiu Saraiva.

Agora somos uma empresa de serviços, até então éramos uma unidade de negócios de serviços dentro de uma grande empresa de tecnologia. Naquele momento não tínhamos nome, não tínhamos liderança, estávamos em uma transição. Como engajar as pessoas para que se sintam pertencentes à empresa?

Segundo Marcelo Silva, country manager da Digibee, o propósito da empresa é ajudar as organizações a resolverem desafios complexos de integração de sistemas críticos e de negócios, e ao mesmo tempo acelerar as áreas de desenvolvimento. “Criamos uma moderna plataforma de integração que, a partir da tecnologia Low-code, conectamos e integramos de forma simplificada todo tipo de sistemas, sejam servidores, dados, Cloud, dispositivos etc. Conectamos qualquer coisa com qualquer coisa”, afirmou. “Com essa vocação de ajudar o ecossistema de negócios por meio de tecnologia de ponta de forma simples, nasceu essa parceria com a Kyndryl. Juntos, levaremos aos clientes novas possibilidades de aceleração da jornada de Transformação Digital, aliando o poder de nossa plataforma ao vasto conhecimento de indústria e competência como integradora de serviços da Kyndryl. Estamos muito animados com essa parceria”, comentou.

Bastidores

No início de novembro de 2021, a IBM concluiu o spin-off de sua unidade de serviços, que se tornou uma empresa independente e passou a se chamar Kyndryl. Frank Koja, diretor-geral da Kyndryl no Brasil, deu sua primeira coletiva de imprensa na quarta-feira (4/5), aproveitando para contar um pouco dos bastidores da criação da empresa no Brasil, que até poderia se transformar em um livro no futuro, ou quem sabe ser objeto de estudo acadêmico. “Seis meses parece rápido, mas para mim foi demorando, tivemos tantos desafios que parece que demorou”, disse o executivo, que ocupava o cargo de vice-presidente de Serviços da IBM. “Falando do nosso começo, lembro que em outubro de 2020 recebemos a notícia de spin-off da área de serviços em um anúncio global. A minha maior preocupação era com as pessoas, pois a área de serviços é muito populosa. Tínhamos de trabalhar muito como trataríamos essa informação rapidamente, primeiro com os líderes, depois chamar o time para uma conversa”, relembra Kojas.

Não havia no momento muitas informações, mas intuitivamente Kojas sentia que era preciso dar o mínimo de atenção às pessoas para que houvesse uma integração, para que juntos pudessem entender o que aconteceria. “Outubro e novembro fomos nessa diretriz, fizemos vários encontros, trazendo as pessoas para conversar. Em dezembro percebi que isso não iria mais continuar integrando, não serviria mais como ferramenta de engajamento do time”, disse Kojas. “Agora somos uma empresa de serviços, até então éramos uma unidade de negócios de serviços dentro de uma grande empresa de tecnologia. O nosso maior bem eram as pessoas. Naquele momento não tínhamos nome, não tínhamos liderança, estávamos em uma transição. Como engajar as pessoas para que se sintam pertencentes à empresa?”, se perguntava o executivo.

Foi feita uma proposta para as lideranças de fazer um trabalho de análise do que seria a nova empresa, agora independente, identificando as fortalezas, fraquezas e as ameaças. As lideranças dos times começaram a fazer esse trabalho para entender qual deveria ser o posicionamento. “A partir disso começou uma linda trajetória, entendemos que tinha muita coisa para fazer nas próprias fortalezas, fraquezas, ameaças e abriu a oportunidade de criar dez squads, para que pudéssemos olhar, refletir, exercitar e atacar cada uma das oportunidades ou problemas. Essa iniciativa era local e não tínhamos uma liderança para dar uma diretriz. Essa foi a oportunidade de engajar todos, demos voz aos colaboradores, todos que quisessem se voluntariar poderiam participar de uma dessas squads. Queríamos juntar pessoas diferentes e de áreas diferentes, pois acreditamos que a diversidade traz mais probabilidade de acerto”, contou.

Eles começaram em janeiro de 2021 com 36 pessoas em 10 squads. Essas squads discutiam qual cultura queriam implantar no Brasil, falava de comunicação, de portfólio, como a nova empresa iria se segmentar, que tipo de skill era importante para eles e para a empresa. “Começamos com 36 pessoas e essas squads continuam, e hoje temos mais de 800 pessoas engajadas. Todo mundo teve o direito de trabalhar e construir juntos a nossa empresa. Dizemos que a empresa foi construída por nós”, enfatizou Kojas.

O lado do cliente

A unidade de Serviços da IBM tinha uma carteira de clientes e com a separação os contratos deveriam ser revistos. “O cliente estabeleceu relação com a IBM através da área de serviços, mas o contrato foi selado com a IBM. Quando fizemos o passo de saída, tivemos conversas com todos os clientes, tratamos um por um de como faríamos a separação do contrato. Os clientes que tinham relação forte com a área de serviços, a conversa era mais simples, pois ele contratou da IBM, mas eram serviços. Bastava firmar o acordo agora com a Kyndryl ”, explicou Kojas.

Mas outros contratos tinham uma mistura de entregas e era preciso fazer a separação. O cliente entendeu que aquela relação agora seriam duas, parte continuaria com a IBM e a parte iria para a Kyndryl. “Um dos fatos mais curiosos e gratificantes que tivemos foi que, a primeira pergunta dos clientes em relação à parte de serviços era se as pessoas que atendem, que fazem parte das suas operações, continuariam atendendo pela Kyndryl. A resposta era sim, então eles continuaram. Para eles, IBM ou Kyndryl, quem atende são as pessoas e eles confiam nelas. A relação em serviços é mais profunda, não é apenas um produto. Não tivemos nenhuma desistência de contrato, todos os clientes vieram, isso foi um ponto de muito orgulho pelas pessoas e o time que temos”, finalizou o executivo.

Serviço
www.kyndryl.com

 

 

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