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Gastos com infraestrutura em Nuvem somaram quase US$ 56 bi no primeiro trimestre

De acordo com o levantamento da Canalys, o montante foi  US$ 2 bilhões a mais do que no trimestre anterior e US$ 14 bilhões a mais do que no mesmo período de 2021

Gastos com infraestrutura em Nuvem somaram quase US$ 56 bi no primeiro trimestre

Os gastos mundiais com serviços de infraestrutura em Nuvem aumentaram 34% para US$ 55,9 bilhões no primeiro trimestre de 2022 (1T22), à medida que as organizações priorizaram as estratégias de digitalização para enfrentar os desafios do mercado. Os dados fazem parte do último relatório da Canalys, indicando que o montante foi  US$ 2 bilhões a mais do que no trimestre anterior e US$ 14 bilhões a mais do que no primeiro trimestre de 2021. Os três principais provedores de serviços em Nuvem (AWS, Microsoft Azure e Google Cloud) se beneficiaram de maior adoção e escala, crescendo coletivamente 42% ano a ano e respondendo por 62% dos gastos globais dos clientes.

A Canalys define serviços de infraestrutura em Nuvem como aqueles que fornecem infraestrutura como serviço e plataforma como serviço, seja em infraestrutura privada hospedada dedicada ou infraestrutura pública compartilhada. Isso exclui diretamente as despesas com software como serviço, mas inclui a receita gerada pelos serviços de infraestrutura que estão sendo consumidos para hospedá-los e operá-los.

O Google Cloud também continua recorrendo a parceiros de canal para maior alcance do cliente, escala e eficiência de vendas, pois busca reduzir as perdas operacionais em seus negócios de Nuvem, que no primeiro trimestre atingiram US$ 931 milhões

A transformação de negócios habilitada para a Nuvem tornou-se uma prioridade à medida que as organizações enfrentam problemas globais da cadeia de suprimentos, ameaças à segurança cibernética e instabilidade geopolítica. Organizações de todos os tamanhos e mercados verticais estão se voltando para a Nuvem para garantir flexibilidade e resiliência diante desses desafios. As PMEs, em particular, impulsionaram o investimento em serviços de infraestrutura em Nuvem para dar suporte à migração de carga de trabalho, serviços de armazenamento de dados e desenvolvimento de aplicativos nativos da Nuvem. Ao mesmo tempo, a escassez de hardware de infraestrutura e a ameaça de mais inflação de preços estimularam muitas grandes empresas a investir em contratos de Nuvem de larga escala e de vários anos para garantir descontos antecipados com os hiperescaladores. Como resultado, todos os principais provedores de nuvem viram um aumento significativo nas carteiras de pedidos, que agora totalizam várias centenas de bilhões de dólares em todo o mundo.

“A Nuvem continua sendo um mercado quente e as estratégias de transformação estão enfatizando a resiliência digital para enfrentar os desafios do mercado de hoje e de amanhã”, disse Blake Murray, analista de pesquisa da Canalys. “Para serem eficazes no planejamento de resiliência, os clientes estão recorrendo a parceiros de canal com as habilidades técnicas e de consultoria para ajudá-los a adotar efetivamente os serviços de Nuvem hyperscaler”, comentou.

Ecossistema

Os principais parceiros de Nuvem estão dobrando os esforços de certificação e o recrutamento de habilidades em torno dos serviços de Nuvem do hiperescalador. Integradores de sistemas globais, incluindo Accenture, Atos, Deloitte, HCL Technologies, TCS, Kyndryl, Tech Mahindra e Wipro, estão desenvolvendo práticas com dezenas de milhares de engenheiros e consultores de Nuvem. Isso também incluiu aquisições de especialistas em desenvolvimento e migração de aplicativos em Nuvem, bem como o lançamento de novas marcas de serviços em Nuvem dedicados. Consultores, revendedores, provedores de serviços e distribuidores menores estão buscando estratégias semelhantes, já que clientes de médio porte e pequenas e médias empresas também exigem suporte com a adoção da Nuvem.

“À medida que os casos de uso de serviços de infraestrutura em Nuvem se expandem, aumenta também a complexidade potencial, e vemos que as implementações híbridas e Multicloud são comuns no mercado”, disse Yi Zhang, analista de Pesquisa da Canalys. “Os hiperescaladores estão investindo no rápido desenvolvimento de canais e os parceiros estão respondendo à medida que as oportunidades crescem”, afirmou.

Desempenho

A Amazon Web Services (AWS) foi a principal provedora de serviços em Nuvem no primeiro trimestre de 2022, respondendo por 33% do gasto total após crescer 37% anualmente. Ela continuou a expandir sua presença global, lançando 16 Zonas Locais nos EUA e anunciando planos para adicionar mais 32 Zonas Locais em 26 países. A AWS anunciou a conquista de clientes-chave com foco em empresas de telecomunicações como T-Systems, Verizon e Telefónica. Também avançou seu relacionamento com a Tech Mahindra para alimentar uma plataforma de automação para acelerar a adoção da rede 5G para empresas de telecomunicações.

O Microsoft Azure foi o segundo maior provedor de serviços em Nuvem no primeiro trimestre, crescendo 46% para obter uma participação de mercado de 21%. Uma aceleração em grandes contratos de Nuvem de longo prazo contribuiu para esse crescimento, com a Microsoft dobrando o número de contratos do Azure em mais de US$ 100 milhões em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. A Microsoft também está preparando fortemente seu novo Cloud Partner Program para impulsionar os negócios do Azure por meio do canal. Em meio a amplas (e controversas) mudanças no programa de canal na New Commerce Experience (NCE) da Microsoft, o programa Cloud Solution Provider atingiu a fase dois de sua implantação, com mudanças nas ofertas do Azure e novos créditos e incentivos para parceiros. Também anunciou vitórias importantes com integradores de sistemas globais, incluindo Atos e Fujitsu.

O Google Cloud foi o que mais cresceu entre os três principais, aumentando 54% no último trimestre, respondendo por 8% do mercado. Continua a se concentrar em soberania digital, análise, IA e segurança cibernética como principais diferenciais para o GCP, avançando sua prática de segurança cibernética na Nuvem com a aquisição da Mandiant, que deve fechar ainda este ano. Ela está investindo pesadamente na expansão de sua presença de data center regional em todo o mundo, ao mesmo tempo em que faz parceria com empresas como Mahindra para migrar seus Data Centers para o GCP. O Google Cloud também continua recorrendo a parceiros de canal para maior alcance do cliente, escala e eficiência de vendas, pois busca reduzir as perdas operacionais em seus negócios de Nuvem, que no primeiro trimestre atingiram US$ 931 milhões.

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