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Pesquisa da Dynatrace investiga uso de Engenharia de Confiabilidade nas empresas

Estudo mostra que as corporações estão investindo mais neste conceito, mas que os resultados ainda esbarram em práticas imaturas e trabalho manual

Pesquisa da Dynatrace investiga uso de Engenharia de Confiabilidade nas empresas

A Dynatrace, empresa de inteligência de software, apresentou os resultados de seu mais recente estudo sobre o uso de ações de Engenharia de Confiabilidade (SRE – de Site Reliability Engineer, em inglês), que ouviu mais de 450 engenheiros de confiabilidade em todo o mundo. A pesquisa State of SRE Report: 2022 Edition revela que os profissionais de SREs deverão assumir cada vez mais papéis estratégicos nas operações, à medida que as organizações se veem diante de uma crescente necessidade de garantir que as equipes tenham as respostas e a automação inteligente necessárias para acelerar a Transformação Digital dos negócios. A ascensão de novas tecnologias usadas em desenvolvimento nativo para a Nuvem, entretanto, criou uma explosão de complexidade que está dificultando esses esforços.

Os recursos de observabilidade de autoatendimento e monitoramento como código são fundamentais, permitindo que as equipes de desenvolvimento criem loops de feedback em suas aplicações com apenas alguns cliques

A pesquisa revela:

• 88% dos engenheiros de confiabilidade dizem que há mais entendimento sobre a importância estratégica de seu papel agora, em comparação com o que havia há três anos;

• Atualmente, os SREs dedicam a maior parte de seu tempo para reduzir o tempo médio de recuperação de incidentes (67%), criar e manter código de automação em alta performance (60%) e garantir que as vulnerabilidades de segurança sejam detectadas e eliminadas rapidamente (58%);

• 68% dos profissionais esperam que seu papel em segurança venha a ser mais central no futuro, conforme as empresas ampliem o uso de bibliotecas de terceiros, como o Log4j, para desenvolvimento de aplicativos nativos da Nuvem;

• 99% de SREs encontram desafios ao definir e criar prazos para avaliar níveis de serviço para aplicações e infraestrutura.

Os desafios mais comuns desses profissionais incluem:

– Muitas fontes de dados (64%),

– Dificuldade em encontrar as métricas mais relevantes para um serviço (54%),

– A incapacidade das ferramentas de monitoramento para definir e rastrear facilmente o desempenho do SLO (36%).

• 68% dos engenheiros entrevistados dizem que equipes isoladas e várias ferramentas dificultam o alinhamento em uma única versão da ‘verdade’ sobre os níveis de serviço.

“Confiabilidade, experiência e segurança tornaram-se fatores críticos de sucesso em um mundo em que cada segundo de inatividade leva à perda de receita, queda nos preços das ações e danos duradouros à reputação”, diz Bernd Greifeneder, fundador e diretor de Tecnologia da Dynatrace. “Isso torna o SRE central para impulsionar uma Transformação Digital mais rápida. A maioria das empresas, no entanto, permanece relativamente imatura na adoção de práticas de confiabilidade. Em um momento em que a demanda supera em muito a oferta de engenheiros qualificados, as organizações devem fazer tudo ao seu alcance para ampliar os esforços dessas equipes. Apesar disso, as etapas manuais e o esforço desnecessário são uma grande distração para os SREs, o que impede o avanço dessas companhias, de maneira geral. Os engenheiros de confiabilidade devem definir um ‘caminho dourado’, um conjunto de etapas que as equipes de desenvolvimento podem seguir para navegar na complexidade da entrega nativa da Nuvem, para superar essas barreiras e liberar totalmente a inovação digital”, comentou.

Descobertas adicionais no relatório dizem que:

• 85% das empresas dizem que sua habilidade de escalar práticas de SRE dependerão de capacidades de automação e Inteligência Artificial;

• 71% das organizações estão aumentando o uso de automação em todas as partes do ciclo de vida para reduzir os desafios para desenvolvedores e SREs;

• As companhias estão primariamente utilizando automação em SRE para resolver vulnerabilidades de segurança (61%), falhas de aplicações (57%), aumentar a velocidade de entrega (56%) e prever violações de SLO antes que elas ocorram (55%);

• Os SREs dizem que os AIOps permitirão que as equipes automatizem mais processos críticos para garantir que os níveis de serviço sejam atendidos continuamente (64%), além de ajudar a priorizar problemas que tenham o maior impacto na satisfação do usuário (63%) e encontrar vulnerabilidades de segurança para minimizar o tempo de inatividade (62%);

• Até 2025, 85% de times de engenharia de confiabilidade querem padronizar na mesma plataforma de observabilidade de Desenvolvimento, Operações e Segurança.

“Os SREs precisam de uma plataforma única e unificada que permita confiabilidade, segurança e automação por padrão”, continua Greifeneder. “Os recursos de observabilidade de autoatendimento e monitoramento como código são fundamentais, permitindo que as equipes de desenvolvimento criem loops de feedback em suas aplicações com apenas alguns cliques. Com isso, os engenheiros de software liderarão a tarefa de ir além da automação básica para a orquestração inteligente da experiência do cliente e dos resultados de negócios. Isso capacitará as organizações a impulsionar a Transformação Digital mais rápido do que nunca, por meio de aplicações em Nuvem com capacidade de autorrecuperação e que se adaptam rapidamente às necessidades dos negócios. Como resultado, os SREs podem ficar livres para se concentrar nas coisas que são essenciais para sua função, permitindo que eles criem maior valor ao impulsionar as melhores práticas de confiabilidade, resiliência, segurança e performance, para, em última análise, fornecer melhores resultados de negócios”, finalizou.

Serviço
www.dynatrace.com

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