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Um guia para a chegada do 400G ao Data Center

Tecnologia promete melhoria no rendimento da rede, maior largura de banda e menor latência para os usuários; saiba como proteger o investimento da empresa.

Com o aumento do tráfego de dados na internet (segundo o levantamento Mobility Report, houve um crescimento de quase 300 vezes no volume de dados móveis transmitidos nos últimos dez anos) torna-se primordial evoluir a infraestrutura da camada física nos Data Centers. As operadoras de rede já estão preparadas para uma migração para o 400G, mas logo terão que lidar com um futuro com 800G e inclusive 1.6Tb/s. E esse processo não será dos mais simples, pois algumas decisões essenciais, que podem definir o desempenho da rede, terão que ser tomadas agora. Saiba quais são os elementos principais que deverão ser levados em consideração ao fazer a migração para o 400G e já pensando no futuro:

Transceptores ópticos
À medida que os Data Centers evoluem, a velocidade de armazenamento e do servidor aumenta, para poder suportar essas velocidades maiores é necessário o transceptor adequado. O mercado de transceptores ópticos está sendo impulsionado pelo custo e rendimento, e a atenção tem se concentrado nos módulos de 400GE de segunda geração QSFP-DD e OSFP, que foram desenvolvidos para serem usados com switches de alta densidade de portas para data centers e permitem até 12.8Tbps em 1RU por meio de 32 portas 400GE. Esses transceptores permitem uma baixa dissipação de energia e alta densidade de porta.

Densificação da rede
A demanda por maior largura de banda está elevando cada vez mais a contagem de fibra óptica. Antes os data centers tradicionais usavam menos de 96 vias de fibra óptica, hoje em dia é comum usar até 864 vias, e os data centers hyperscale e cloud usam cabos com 3.456 fibras ou mais. Com a necessidade de uma quantidade maior de fibra óptica devemos nos preocupar com o espaço que temos disponível, uma solução interessante é a fibra rollable ribbon.

Enquanto a fibra óptica tradicional une 12 vias ao longo de toda extensão do cabo, a fibra rollable se une de forma intermitente, o que permite que a fibra se enrole, ao invés de ficar plana. Este tipo de design permite que sejam colocadas 3.456 vias em um duto de duas polegadas, ao contrário do design plano, que permite acomodar apenas 1.728 no mesmo espaço.

À medida que mais instalações adotam a tecnologia 400G e futuras, as operadoras de rede precisarão destas opções para equilibrar o custo e o rendimento do data center. O mais recomendável é manter uma abordagem holística na qual os switches, os transceptores ópticos e o cabeamento operem de forma coordenada, pois a forma como todos estes componentes funcionarão juntos determinará a capacidade da rede para suportar as aplicações futuras.

Para garantir que os Data Centers alcancem as expectativas do futuro, é preciso trabalhar no desenvolvimento de uma infraestrutura de fibra passiva que suporte uma complexidade cada vez maior.

O Data Center em um mundo com 5G
À medida que as redes móveis migram para 5G e para a internet das coisas, os administradores de TI estão se concentrando na borda e na crescente necessidade de colocar maior capacidade e potência de processamento próximo aos seus usuários finais. Enquanto fazem isso, estão reavaliando o papel dos seus data centers, ao mesmo tempo em que o volume de dados está aumentando consideravelmente.

O futuro dos data centers reside em sua enorme capacidade de processamento e armazenamento. À medida que a atividade aumenta na borda, a potência do data center será necessária para criar algoritmos que permitam processar dados. Além disso, em um ambiente de IoT, a importância da Inteligência Artificial e do aprendizado de máquina (ML, da sigla e inglês) não podem ser subestimados. O Data Center será essencial para tornar estas tecnologias realidade, pois a produção dos algoritmos necessários para impulsionar a IA e o ML exige quantidades massivas de processamento de dados.

O Data Center terá um papel importante no futuro, porém à medida que as responsabilidades dentro da rede se distribuem entre o núcleo e a borda, o trabalho do DC fará parte de um ecossistema muito mais amplo.

Por Luís Domingues, engenheiro sênior responsável pela área de engenharia de sistemas da CommScope para o Brasil.

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CommScope para o Brasil

Luís Domingues

Transceptores ópticos

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