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Na Softex em 2021 foi provado que no modelo home office o comprometimento permanece

Na série Lições de 2021, Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex relata experiências apreendidas pela empresa e analisa o período, nesse contexto

Na Softex em 2021 foi provado que no modelo home office o comprometimento permanece

O último ano foi desafiador e deixou ensinamentos para companhias de todos os setores. Com o intuito de compartilhar experiências e desafios superados, Infor Channel publica relatos de algumas empresas na série Lições de 2021. Diônes Lima, vice-presidente executivo da Softex relata experiências apreendidas pela empresa e analisa o período, nesse contexto.

 Do ponto de vista econômico, comercial, como avalia 2021?.
Ao contrário de outros setores da economia, o de TI experimentou um crescimento acima da média tanto em 2020 como em 2021, ainda impulsionado pelo cenário de pandemia que enfrentamos. E o carro-chefe deste desempenho foram as atividades de TICs.
As previsões apontam que grande parte do empresariado brasileiro pretende investir mais em tecnologia para que seus negócios possam se manter aptos e competitivos no novo modelo de mercado em 2022. Segundo previsão do Garner, este ano os gastos com TI devem chegar perto dos US$ 4,5 trilhões, o que representa um aumento de 5,5% em relação a 2021.

E do ponto de vista tecnológico?
Identificamos um expressivo crescimento no emprego da Inteligência Artificial, cada vez mais presente em nosso dia a dia. O mesmo ocorreu com a cibersegurança. Com cada vez mais dados sensíveis sendo armazenados, é ainda maior o interesse de agentes criminosos em sofisticar suas atividades em busca do lucro fácil. Em razão do crescente número de ataques bem-sucedidos a empresas dos mais diversos portes e ramos de atuação, até mesmo as seguradoras, estão exigindo maiores garantias de seus clientes para a oferta de uma apólice de proteção. O investimento em segurança cresceu em 2021 e deve seguir crescendo também em 2022. Também nunca houve tanto dinheiro disponível para aporte em negócios de base tecnológica, as chamadas startups.

Se considerarmos o fim ou controle da pandemia, como a companhia vai conduzir a retomada do trabalho presencial? Haverá aumento ou redução do espaço físico da empresa?
De forma a garantir a segurança e preservar a saúde de seus colaboradores, desde março de 2020, quando do início da pandemia de covid-19 no Brasil, o escritório da Softex em Brasília migrou toda a sua equipe para o home office. A partir do final do ano passado, mediante agendamento prévio, foi autorizado o rodízio de até 20 colaboradores/dia na entidade. Não estamos cogitando o retorno presencial neste momento. O home office se manterá como o modelo de trabalho até que a pandemia termine. Nosso espaço físico permanece o mesmo de antes da pandemia e não há previsão nem de aumento e nem de redução neste momento.

 Quais foram as lições apreendidas do ponto de vista dos negócios?
Do ponto de vista de negócios, detectamos em 2021 o quanto as pessoas estão comprometidas com o trabalho aqui na Softex. Nós havíamos criado um pré-escritório virtual em janeiro de 2020 e, em março, já no novo cenário gerado pela pandemia, ocorreu a migração para o home office. Chegamos ao ponto de ter que pedir aos nossos colaboradores uma racionalização do ritmo de trabalho porque começamos a detectar um estresse gerado pela dedicação excessiva às demandas da organização.

Aprendemos também neste novo cenário a valorizar a qualidade de vida deste funcionário que deixa de gastar uma hora ou mais no descolamento diário entre casa e sede da empresa. Verificamos ser possível aumentar a produtividade paralelamente à melhoria da qualidade de vida.

Por outro lado, constatamos que é possível se promover brainstorms produtivos virtualmente, mas que eles não podem se comparar aos realizados presencialmente, pois estes são muito mais criativos em função da própria e natural interatividade presencial.

 E quanto ao trato com os funcionários, clientes e fornecedores?
Temos utilizado cada vez mais as ferramentas tecnológicas como estratégia para nos mantermos cada vez mais próximos de nossos colaboradores, bem como no acompanhamento das demandas de trabalho. Airtable e Slack têm sido aplicativos importantes nesse processo.

 Já se vislumbram desafios para 2022. Na sua visão quais serão os maiores?
Entendo que o principal desafio para este ano é estabelecer o modelo de trabalho. Alguns teóricos já defendem a tese de que quem ficar em home office irá perder muito em termos de troca de experiências presenciais, o que pode inclusive causar reflexos negativos na própria carreira profissional. Como achar um meio termo, transferindo a cultura da empresa para alguém que trabalha remotamente? Este é o grande desafio, uma vez que o modelo de trabalho ainda não está definido. Não sabemos se ele será remoto, presencial ou híbrido. Esta definição depende não só de como a pandemia se apresentará em 2022, mas também de outros fatores como os econômicos. Não temos intenção de aumentar espaço e também não temos espaço para todos. Este é o desafio das novas formas de trabalho e da qualidade de vida para os que estão envolvidos em nossas operações no dia a dia.

 Acredita que haverá ‘desengavetamento’ de projetos? Por quê? Em que época do ano e em quais setores da economia / verticais?
Acredito que muitos projetos que ficaram parados ou que foram descontinuados podem ser retomados em 2022. Este é um ano atípico por ser um ano eleitoral e por ser um ano que projeta uma retomada na economia. Mesmo com o PIB tendo uma projeção de crescimento zero, existe uma expectativa do aumento do consumo de tecnologia, principalmente por parte das grandes empresas, com a mudança do modelo de trabalho se refletindo em uma retomada economia para a área tecnologia e de microeletrônica.

Para que isso aconteça é importante o papel do Estado, que deve desengavetar muitos projetos parados durante os últimos dois, três anos. Um exemplo: na microeletrônica não dá para atuar de forma remota. Estamos falando de circuito integrado, de chip, em uma das áreas mais sensíveis do mundo. Tanto os Estados Unidos como a Europa estão investindo forte na autonomia nesta área, pois durante a pandemia se descobriu que a dependência da tecnologia oriunda da China pode ser um grande risco para a soberania nacional. E no Brasil não deve ser diferente. Vamos ter que ter domínio tecnológico e ao mesmo tempo autonomia na produção tecnologia. Neste sentido, teremos que desengavetar projetos para termos uma retomada econômica acompanhada por um protagonismo no cenário tecnológico mundial.

 O que espera da política setorial de TIC?
A Softex acredita que por meio da tecnologia é possível construir um País mais igualitário. E é através das políticas públicas que o setor de TI pode ser o principal vetor do desenvolvimento do Brasil por meio da capacitação, inovação, promoção, inteligência de mercado e fomento.

Este ano, acreditamos que terão força as atividades voltadas à formação de profissionais para o setor de TI, cibersegurança e estímulo à criação de startups focadas em soluções das demandas de mercado, como IoE (Internet of Everthing), cidades inteligentes e agronegócio, para citar apenas alguns exemplos.

 

 

Airtable e Slack

Diônes Lima

Lições de 2021

vice-presidente executivo da Softex

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