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Check Point: lições do ataque cibernético contra o Ministério da Saúde

Os ataques cibernéticos são um alerta para governos e instituições, pois costumam ser realizados pela falta de uma estratégia de segurança adequada

Check Point: lições do ataque cibernético contra o Ministério da Saúde

Na noite de quinta-feira, dia 09 de dezembro, o site e o aplicativo ConecteSUS do Ministério da Saúde sofreram ataque cibernético realizado pelo grupo Lapsus$ – o próprio grupo cibercriminoso assumiu autoria informando na tela do portal que “50 terabytes de dados está em nossas mãos”.

De acordo com Claudio Bannwart, diretor regional da Check Point Software Brasil, em geral, os ataques cibernéticos podem ser um alerta para governos e instituições, pois costumam ser realizados pela falta de uma estratégia de segurança adequada e por erros humanos, por exemplo a falha na atualização dos servidores. Já existem vulnerabilidades públicas das quais um atacante se aproveita. Por isso, a importância de se ter mecanismos de segurança preventivos como patches virtuais para este tipo de infraestrutura, bem como backups atualizados dos sistemas e dados.

Ter a segurança de um backup dos dados mais sensíveis e importantes da organização nos dá muitas vantagens e nos protege contra quaisquer ataques inesperados, tanto em nossa empresa e funcionários, quanto em nossos clientes e fornecedores

Esse não é o primeiro ataque sofrido pelo Ministério da Saúde do Brasil. Em dezembro de 2020, a divisão Check Point Research (CPR) verificou que um banco de dados do governo brasileiro pertencente ao Ministério da Saúde foi exposto publicamente devido a um erro de configuração. Como resultado, informações privadas de mais de 243 milhões de brasileiros, incluindo nome completo, endereço residencial e informações médicas, vazaram.

“A perspectiva em relação a esses ataques cibernéticos é de intensificarem-se , com a sofisticação e a escala dos ciberataques continuando a quebrar recordes. Podemos esperar um grande aumento no número de ataques de ransomware e móveis em 2022. No Brasil, houve um aumento de 62% nos ataques cibernéticos semanais em 2021, em comparação com 2020 (967 ciberataques por semana em média); e aumento de 8% em ataques por ransomware neste ano”, informa Bannwart.

Tendo em consideração os riscos que esta realidade representa para muitas empresas, governos e órgãos públicos, o executivo relembra a importância de restaurar os dados roubados ou criptografados na eventualidade de um cibercrime. Assim, ele relaciona as cinco razões pelas quais é indispensável realizar o backup de dados, tornando isso uma prioridade:

Medidas preventivas nem sempre são suficientes: À medida que os cibercriminosos continuam visando a força de trabalho remota, as empresas começaram a expandir sua estratégia de cibersegurança por meio de um software de defesa robusto, tanto para a rede corporativa quanto para a nuvem, para atualizar sistemas e aplicativos regularmente, instalar uma VPN e aumentar os níveis de proteção nos dispositivos dos funcionários, além de fornecer treinamento de segurança cibernética para eles. Embora essas medidas aumentem consideravelmente o nível de proteção de uma empresa, ainda é possível que não consigam impedir um ataque, pois os cibercriminosos desenvolvem constantemente novas maneiras de contornar as defesas. É fundamental ter um plano de backup para que nenhum dado seja perdido em caso de ciberataque. Se uma empresa for vítima de um ataque de ransomware de dupla extorsão, ter um sistema de backup de informação permite um retorno mais rápido ao funcionamento normal das operações.

Os ciberataques continuam evoluindo: os ciberataques evoluem a cada dia e os cibercriminosos estão constantemente à procura de novas vulnerabilidades. Por outro lado, as empresas estão muitas vezes despreparadas para novas técnicas de ransomware, de e-mails de phishing ou de malware. Esta é uma das razões pelas quais os ciberataques podem ultrapassar as barreiras de proteção instituídas, mesmo com as atualizações em dia e com as devidas medidas de proteção.

O roubo de dados coloca em risco a reputação de uma empresa: A perda de informações ao expor os dados pessoais dos clientes pode ter consequências irreparáveis para uma empresa em termos de reputação e perda financeira. Desde que as penalidades da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) começaram a ser aplicadas a partir de 1º de agosto passado, permitir que os documentos pessoais dos clientes sejam comprometidos pode levar a litígios.

A Nuvem torna-se mais um vetor de ataque: É verdade que a Nuvem trouxe grandes vantagens às empresas, como redução de custos e possibilitar o trabalho remoto. No entanto, o armazenamento de dados em plataformas de Nuvem aumenta exponencialmente a superfície de ataque por meio da qual os cibercriminosos podem obter acesso à rede corporativa. É essencial realizar backups manuais regulares da informação armazenada na nuvem, caso aconteça algo fora do controle da empresa.

Perigos internos às vezes são indetectáveis: Lamentavelmente, mesmo com todas as medidas de segurança cibernética possíveis e o melhor software de proteção implementado, a responsabilidade dos usuários é fundamental. É primordial treinar os funcionários para a abordagem correta da cibersegurança. Incutir nos empregados a importância de ter backups atualizados no caso de um evento imprevisto ou ciberataque pode ser uma das melhores defesas.

“Ter a segurança de um backup dos dados mais sensíveis e importantes da organização nos dá muitas vantagens e nos protege contra quaisquer ataques inesperados, tanto em nossa empresa e funcionários, quanto em nossos clientes e fornecedores. Esta técnica é uma forma de proteção além de todas as medidas de hardware e software que possamos ter, mesmo que estejamos migrando nossos dados e arquivos para a nuvem”, adverte Claudio Bannwart.

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