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Para onde vai o mercado de Provedores de Serviços de Internet em 2022?

Nos últimos anos, o mercado de telecomunicações presenciou o surgimento de uma forte tendência de provedores de internet (ISPs) mais organizados e profissionalizados, serem comprados por companhias maiores ou receber aporte financeiro de grandes fundos ou investidores

Para onde vai o mercado de Provedores de Serviços de Internet em 2022?

Esse cenário, aliado às expectativas da chegada do 5G ao Brasil, incentivou com maior rapidez uma série de movimentos, dentre eles os consórcios de ISPs, que tem como principal característica a união de forças de pequenos e médios provedores de internet. De acordo com o gerente técnico e comercial da companhia Fibracem, indústria brasileira especializada no setor de comunicação óptica, Sebastião Rezende, esse tipo de junção possibilita ter maior representatividade no mercado.

“De fato, esses têm sido caminhos valiosos, já que ambos proporcionam aos pequenos provedores mais força de negociação na hora de comprar equipamentos e acessórios junto a distribuidores e fabricantes”, analisa Rezende.

Entre as tendências, a de proporcionar propostas que incluam um trabalho cada vez mais em conjunto na elaboração e desenvolvimento de projetos, mas, sobretudo, de oferecerem ao mercado, tecnologias de ponta e produtos cada vez mais inovadores, levando em consideração o fator custo benefício 

Ainda segundo ele, a origem dessa prática não é de agora. “Ao longo dos anos em que essa prática vem sendo trabalhada, é possível ver vantagens tanto para ISPs, com oportunidade de um preço mais acessível nos produtos, por exemplo, quanto para fabricantes e distribuidores, por causa da previsibilidade de demanda”, comenta.

No entanto, atualmente, esse modelo de negócio não se resume apenas ao estilo de consórcios. Além dele, movimentos como o de fusões entre provedores de internet e até mesmo a adesão às chamadas redes neutras já vêm acontecendo e devem sofrer uma aceleração em ritmo forte a partir de 2022.

O papel dos fabricantes e distribuidores
Para o diretor de planejamento e operações da Fibracem, Eryck El-Jaick, o cenário atual tem gerado uma precisão, tanto de fabricantes, quanto de grandes revendas e distribuidores, para garantir a excelência do segmento. Entre elas a de proporcionar propostas que incluam um trabalho cada vez mais em conjunto na elaboração e desenvolvimento de projetos, mas, sobretudo, de oferecerem ao mercado, tecnologias de ponta e produtos cada vez mais inovadores, levando em consideração o fator custo benefício.

Para o executivo, um caminho já vem sendo desenhado, principalmente para as operadoras e provedores regionais, especialmente os de maior porte, com estrutura de rede pré-conectorizada, mas que em 2021, houve um avanço na popularização dessas soluções, que passaram a estar disponíveis em mais fornecedores, inclusive na Fibracem, possibilitando alcançar todos os Players.

“Esse movimento, de oferecer soluções completas com o conceito PRECON, já tem dado resultados significativos, pois podemos observar a procura dos ISPs por itens com a solução. Produtos e acessórios assim, que incluem caixas de emenda, CTOs, e cabos já com conectores e adaptadores, têm ajudado de forma considerável, facilitando o trabalho das operadoras e provedores”, comenta.

Ainda segundo ele, situações como estas têm exigido que o mercado produtor de itens para o setor de telecomunicações passe a planejar e consequentemente colocar em prática o oferecimento de oportunidades e possibilidades para as empresas ganharem fôlego, gerarem fluxo de caixa para atrair novos clientes e, com isso, permanecendo fortes, o que deixa o mercado mais forte também.

“Outra alternativa é a flexibilização das linhas de crédito aos Pequenos Provedores, possibilitando que continuem investindo na expansão da distribuição de internet e driblem essa oscilação econômica”, finaliza Eryck.

5G

consórcios de ISPs

Eryck El-Jaick

provedores de internet (ISPs)

Sebastião Rezende

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