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Sociedade 5.0: o que a pandemia trouxe de lição?

Sociedade 5.0: o que a pandemia trouxe de lição?

Todos já sabem o quanto a pandemia proporcionou avanços tecnológicos e comportamentais que, pré-pandemia, levariam décadas para serem atingidos. O conceito de sociedade 5.0, que tornou-se muito conhecido em 2017, voltou a ser muito comentado e foi definido como um novo modelo social na era pós-covid 19. Isso porque o foco principal é criar um cenário onde a Transformação Digital seja a maior impulsionadora para o aumento da qualidade de vida em todos os âmbitos.

O grande destaque vai para o mercado de trabalho, que por conta da pandemia, implementou o modelo home office e hoje já se tornou um modelo híbrido, no qual os colaboradores podem escolher o melhor formato de trabalho. Segundo o estudo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Covid-19, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, cerca de 8,2 milhões de pessoas trabalharam remotamente.

Sendo assim, separamos 15 lições que a pandemia trouxe, principalmente com a implementação de tecnologias de ponta em todos os processos dentro das empresas. Confira:

Robôs colaborativos e humanos podem trabalhar de forma conjunta
Com os famosos cobots em funcionamento, eles podem facilmente assumir tarefas repetitivas, sujas ou perigosas. Assim, a mão de obra humana, antes direcionada para a alimentação das máquinas, pode ocupar funções nas quais as habilidades e inteligência humana são realmente importantes. “Segundo pesquisas da A3 Robotics, associação que fomenta o avanço da automação robótica, no ano de 2027, os robôs colaborativos representarão 29% do mercado global de robôs industriais. Isso será possível graças aos diversos níveis de colaboração entre eles e humanos que permitem automatizar tarefas antes não alcançadas pelos robôs convencionais”, comenta Denis Pineda, gerente regional da Universal Robots.

Se antes da pandemia de coronavírus alguém acreditava que trabalhar de casa não dava certo, com a obrigatoriedade do isolamento social, houve a comprovação que o sistema pode trazer inúmeros benefícios tanto para colaboradores como para empresas 

Humanização no RH não significa abdicar da tecnologia
Até 2020, o setor de recursos humanos sofria com a escassez de ferramentas digitais para a otimização do trabalho. “A pandemia acelerou o debate sobre a Transformação Digital no RH, que permeia a flexibilização de horários, jornadas de trabalho e implementação de tecnologias para que haja uma integração dos funcionários, mesmo que remotamente. Antes de se discutir a implementação de novas ferramentas, foi necessário mudar a mentalidade de executivos presos a um modelo obsoleto de controle do funcionário. Aqueles que olharam para os valores da empresa e fizeram de tudo para não perderem sua equipe saíram na frente e estão mudando a forma de lidar com os colaboradores” explica Pedro Pezoa, CEO da Pointer, HRtech focada em contratações eficientes de profissionais de alto nível das áreas de Produto, TI e Design.

O home-office funciona
Se antes da pandemia de coronavírus alguém acreditava que trabalhar de casa não dava certo, com a obrigatoriedade do isolamento social, houve a comprovação que o sistema pode trazer inúmeros benefícios tanto para colaboradores como para empresas. “A economia de tempo gasto com o deslocamento, a retenção de talentos de outras regiões e uma maior proximidade com a família são apenas alguns das vantagens do home-office, sistema que passará a ser cada vez mais comum na sociedade”, relata Tatiana Pezoa, CEO da Outbound Sales, edtech focada em educação corporativa que transforma candidatos em profissionais de vendas outbound, e que indica os melhores alunos treinados para empresas.

E-commerce não é escolha, é questão de sobrevivência
Com a chegada da pandemia de coronavírus, as vendas online ganharam ainda mais força e os negócios que ainda não utilizavam o ambiente digital, tiveram que repensar as estratégias. “As pessoas passaram a ver com mais clareza todo o potencial do e-commerce e como este traz diversas facilidades, e por isso, a tendência é que cresça cada vez mais. Varejistas entenderam que investir no digital é tão importante ou até mais, quanto atuar no físico”, diz Jefferson Araújo, CEO da Showkase, plataforma que ajuda pequenos negócios a venderem on-line de forma descomplicada e integrada a todas as redes sociais e canais digitais.

ARCommerce
Durante a pandemia, as soluções de realidade aumentada (AR) e visão computacional ganharam força no varejo e ofereceram uma melhor jornada de compra para os consumidores, de forma totalmente realista. “Esse tipo de tecnologia contribui para a redução do atrito na jornada de compra, melhora a experiência do cliente e, consequentemente, aumenta as taxas de conversão. Essa integração do mundo virtual com o real está cada vez mais presente e já é provado que ajuda inclusive na taxa de devolução de pedidos, afinal os consumidores concretizam a compra com muito mais certeza e segurança do que realmente estão adquirindo”, comenta Marcos Trinca, CEO da More Than Real.

Ter um setor de TI eficiente é essencial
É fato que as tecnologias digitais foram impulsionadas com a chegada do isolamento, exigindo que empresas tivessem a atenção redobrada em relação à área de TI. “A sociedade está a cada dia mais conectada, e a pandemia de coronavírus mostrou que a tecnologia é um caminho sem volta e em constante evolução. Seja porque os colaboradores passarão a trabalhar em home-office de forma definitiva e serão necessárias tecnologias alinhadas com este sistema, ou porque as atividades digitais aumentarem e companhias precisarão de mais cibersegurança, a questão é que ter um setor de TI assertivo e estratégico, é fundamental”, comenta Armindo Sgorlon, CEO da SGA TI em Nuvem, empresa que cria soluções que envolvem Data Center, aplicações em Nuvem, ciência de dados e Inteligência Artificial.

Algumas pessoas ainda têm receio quando falamos em tecnologia, acham que é complexo ou caro, mas já é possível encontrar no mercado soluções que facilitem o cotidiano de empresas e agências que precisam de agilidade e ao mesmo tempo oferecer segurança. “Não foi só a hospedagem em Nuvem, mas o ambiente Cloud como um todo veio para tornar tudo muito mais acessível, tanto de maneira técnica, quanto operacional. Os avanços tecnológicos são extremamente promissores para os próximos anos e se você quer aproveitar essa onda, não perca mais tempo e comece a migrar para Nuvem”, comenta Arthur Furlan, CEO da Cloudez, empresa que organiza e automatiza as atividades operacionais de agências e prestadores de serviços digitais, desde Hospedagem Cloud até cobranças.

Investimento em pesquisas
O cenário pandêmico deixou claro a importância de investir cada vez mais em pesquisas, principalmente na área de saúde psicológica. Sendo assim, o Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, que realiza a implementação de soluções digitais inovadoras para o mercado local e global, apoiou o estudo desenvolvido pelo pesquisador Felipe Giuntini em parceria com a USP, sobre o uso de Inteligência Artificial para analisar padrões frequentes de usuários nas redes sociais. A ideia foi identificar e analisar comportamentos emocionais de usuários depressivos na internet, cada vez mais frequentes em meio a nossa nova sociedade.

Aportes em inovação e no futuro
Quando falamos no setor de investimentos, podemos citar a Bossanova Investimentos, micro venture capital que investe em startups em estágio de pré-seed em todo o Brasil que durante a pandemia aportou em diversas soluções disruptivas que fortaleceram ainda mais o ecossistema das startups e de inovação. Apenas em 2021, a gestora investiu mais de R$ 24,5 milhões em startups de todo o Brasil. “Nossa ideia principal é encontrar as soluções mais inovadores e com alto potencial de crescimento para que juntos possamos evoluir e ajudar ainda mais a sociedade, independente do setor”, comenta João Kepler, CEO da Bossanova.

Não é novidade que o IoT cresceu muito nos últimos anos e tem sido utilizado por inúmeros setores da economia para promover inovação e mais eficiência operacional  

“Além disso, vimos os investimentos em produtos ESG, que seguem práticas ambientais, sociais e de governança, ganharem muito destaque com o passar do tempo, indicando uma preocupação mais intensa, principalmente das novas gerações, com o desenvolvimento de um mundo mais sustentável”, comenta Alexandre Bossi, CEO e um dos fundadores da Pandhora Investimentos, gestora de fundos de investimento quantitativos. É o que mostra também o levantamento realizado pela Morningstar, empresa provedora independente de dados e análise de investimentos, que aponta que apenas em 2020 os fundos ESG captaram cerca de R$ 2,5 bilhões no Brasil.

A inovação é fundamental para a sobrevivência dos negócios
A pandemia trouxe à tona uma necessidade inerente de reinvenção e adaptação dos mais diversos setores e a inovação tornou- se algo mandatório para a sobrevivência dos negócios. “Uma das lições mais importantes que corporações de todos os portes tiraram desse período foi aprender a identificar onde estão seus gargalos e inovar para conseguir atender às demandas dos seus diferentes públicos. As empresas tiveram que ficar muito atentas às novas necessidades de consumo e, principalmente, às tecnologias disponíveis para tirar proveito daquilo que a inovação oferece. Nesse sentido, a inovação aberta foi fundamental, já que possibilitou que grandes companhias se conectassem com soluções já existentes no mercado, para inovar dentro dos seus segmentos de atuação”, afirma Guilherme Massa, co-fundador da Liga Ventures, plataforma que transforma inovação aberta em resultados reais.

Agro não existe mais sem a tecnologia
A Transformação Digital no campo foi avassaladora e trouxe inúmeros benefícios em toda a cadeia, desde produtores, empresas de insumos, indústrias, entre outros. A realidade é que o uso da tecnologia no setor é um caminho sem volta e a tendência é que daqui pra frente ainda surjam diversas outras inovações para desburocratizar áreas de operações, financiamentos, comercialização, agricultura de precisão, seguros, crédito, etc.. “O mundo agro e o tech vão se unificar cada vez mais, sendo praticamente impossível separar os dois e na pandemia isso ficou cada vez mais evidente. Agora é necessário que todos os agroprodutores procurem as soluções que melhor fazem sentido para seus negócios. O ponto principal é acompanhar essa onda e não perder nenhuma oportunidade”, comenta Marcus Linhares, CEO da Bipp, agrofintech que facilita as negociações e integra transações de compra e venda entre produtores, fornecedores e agroindústrias.

Crescimento dos mercado autônomos
Os mercados autônomos ganharam força durante o período pandêmico e continuam sendo tendência em 2022. Grandes players como Carrefour, por exemplo, também têm aderido ao modelo de negócio visando oferecer novas oportunidades para seus clientes. “Nós somos referência nesse segmento com franquias que visam proporcionar maior comodidade, eficiência e segurança aos condôminos na hora de realizarem suas compras, sem precisar se deslocar até um supermercado. Acredito que nos próximos anos, a inovação estará cada vez mais presente na vida de toda a população e mudará ainda muitos os hábitos de consumo”, explica Eduardo Cordova, CEO do market4u. A rede já está presente em 84 cidades brasileiras, possui mais de 200 mil clientes ativos e a previsão é chegar em mais de 10 mil unidades instaladas em 2022.

Uso de IoT cada vez mais presente
Não é novidade que o IoT cresceu muito nos últimos anos e tem sido utilizado por inúmeros setores da economia para promover inovação e mais eficiência operacional. A Getrak, referência internacional no desenvolvimento e fornecimento de infraestrutura para empresas de rastreamento e gestão de frotas, é uma das empresas que tem em seu DNA a aplicabilidade da tecnologia em seus produtos. A startup tem como missão construir um mundo mais seguro, entregando uma jornada completa de rastreamento veicular e IoT. “Recentemente, lançamos o primeiro rastreador veicular com tecnologia NB-IoT 4G, solução inédita no mercado nacional que permite aos clientes acompanhar, em tempo real, equipamentos, veículos e cargas utilizando as redes 4G. Acreditamos que esse avanço contribui para a sociedade como um todo”, explica Frederico Menegatti, CEO da Getrak.

Plataformas cada vez mais automatizadas
De acordo com Vinícius Callegari,co-fundador e Head de Desenvolvimento Comercial da GaussFleet, maior plataforma de gestão de máquinas móveis para mineradoras e siderúrgicas, a pandemia mostrou que todos os setores precisam investir em tecnologias disruptivas se quiserem ter sucesso nos negócios. “Na indústria, por exemplo, ficou evidente que as soluções tecnológicas são verdadeiras engrenagens para garantir maior produtividade das máquinas, auxiliar na gestão de processos, reduzir custos operacionais, entre outros pontos. Daqui pra frente, aqueles que continuarem evitando essa realidade, infelizmente perderão mercado, ainda mais com a chegada do 5G no país. A sociedade precisa dessa evolução”, comenta.

Experiência do cliente é a alma do negócio
2021 foi o ano em que a experiência do cliente nunca esteve tão em alta. E isso se deve muito pela mudança no comportamento dos consumidores, que muito mais do que adquirir um produto ou serviço, procuram nas marcas outros atributos que o ajudam a convencer que vale mesmo a pena fechar negócio. “Esse é o grande desafio da atualidade de muitas marcas, gerar experiências tão encantadoras para que seu cliente se torne sua melhor propaganda. Para que isso seja possível, é necessário que a empresa coloque seu cliente no centro do negócio. A partir daí, é importante criar ações para oferecer um atendimento humanizado, com conexões emocionais para que encante seus consumidores. E isso tem que ser realizado desde o primeiro contato até o pós-venda”, explica Gisele Paula, CEO do Instituto Cliente Feliz.

“Se me cabe dar um conselho, em 2022 e nos próximos anos, será primordial que as empresas comecem fazendo o básico – tratar as dores latentes de seus clientes e ficar atento para as necessidades de seus consumidores. A forma como você cuida da comunicação, do atendimento pré e pós-venda, tudo isso corrobora para a fidelização principalmente no seu pós-venda. É preciso gerar encantamento e, daí em diante, ter a certeza do início de uma próxima compra ou da geração de recomendações. Por isso, é necessário ter um olhar bem atento para as necessidades de seus consumidores”, reforça a especialista.

Dá para aprender de verdade com o EAD
Até 2020, boa parte das pessoas tinha dificuldades em levar o EAD a sério e acreditar nele como uma ferramenta efetiva de aprendizagem. Porém, após a pandemia de covid-19, as instituições precisaram recorrer ao ensino virtual para conseguir garantir que os conteúdos continuassem chegando aos alunos. “Tivemos em pouco mais de um ano uma evolução no EAD que ainda levaria muito tempo para acontecer. O modelo que temos atualmente está evoluindo e já mostrou para a sociedade o enorme potencial que tem de contribuir na formação dos estudantes”, analisa Mateus Magno, Co-CEO da Sambatech, edtech que tem como propósito levar o conhecimento a todos os cantos do País.

Acelerada pelo InovAtiva Brasil, a Inteceleri Tecnologia para Educação foi criada em 2014 por um grupo de pais e professores que enfrentavam dificuldades no ensino de matemática básica. Com o objetivo de desenvolver soluções inovadoras que visam contribuir com o aumento da qualidade da educação básica no Brasil (IDEB), está no mercado há mais de 6 anos e é uma Google Partner for Education. Seu principal produto é o projeto Edutech Amazon: é um conjunto de soluções educacionais tecnológicas (Aplicativo Matematicando, Geometricando VR, Óculos MiritiBord VR, Laboratório Maker VR e implantação de Google for Education) presente em 5 estados com mais de 350 mil alunos impactados.

 

EAD

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