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Setor público: Transformação Digital em crescente expansão

Nos últimos anos, pessoas e empresas de todos os tipos foram impactadas pela revolução digital. Com a pandemia, por exemplo, foi necessária uma brusca transição para novas formas de relacionamento com a tecnologia, onde a informação passou a desempenhar papel de liderança. Essa mudança resultou em uma explosão gigantesca do uso de dados, na medida em que a informação que circula na internet cresceu de 2 para 59 ZB em apenas uma década, um volume particularmente significativo considerando que em 1 ZB poderiam ser armazenados cerca de 286 bilhões de músicas, segundo a IDC.

No setor público e governamental, esse uso de tecnologia não foi diferente. Pelo contrário, a maioria já precisava da digitalização muito antes do isolamento social imposto pela Covid-19. Eram vários sistemas defasados, com pouca interligação no uso de dados e também na própria experiência do usuário. De acordo com um levantamento feito pela empresa IPM, que desenvolve sistemas em nuvem para serviços públicos, somente entre janeiro e julho desse ano, munícipes dos três estados da Região Sul, São Paulo e Minas Gerais, fizeram cerca de 38 milhões de serviços públicos online, em um aumento de 38% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Atualmente, é possível assinar a carteira de trabalho de forma digital e consultar todas as movimentações  contratuais, agendar vacinação em postos de saúde municipais, renovar licenciamento de veículos, acompanhar situação eleitoral ou de várias outras solicitações, por meio de aplicativos. Isso tudo apenas quando falamos do público final, já que muitos órgãos adotaram sistemas internos bastante tecnológicos para justamente suprir essa crescente demanda.

A consultoria Gartner elencou dez principais tendências de tecnologia para uso governamental neste ano de 2021, todas com potencial de acelerar a transformação digital, otimizando os serviços públicos. Dentre elas, algumas me chamaram bastante atenção, já que trouxeram consigo dados pertinentes e que ilustram este momento do setor, como “serviços públicos hiperconectados”, “segurança adaptativa”, “análise operacionalizada”, entre outros.

A hiperconexão dos serviços representa o uso de várias tecnologias ou plataformas para automatizar o máximo possível de processos. O levantamento da consultoria prevê que até 2024, 75% dos governos tenham pelo menos três iniciativas dessa natureza ou em andamento. Quanto a análise, significa adotar estratégias tecnológicas que compreendam os dados coletados, por meio de inteligência artificial e machine learning. Para o Gartner, em até cinco anos, 60% dos investimentos em IA e análise de dados deverão impactar decisões operacionais das administrações públicas. E para suportar todo esse uso de dados e oferecer segurança e confiança aos usuários, a aplicação de ferramentas que previnam, detectem e suportem ataques cibernéticos também será fundamental.

Ainda de acordo com a consultoria, essa modernização deverá ser acelerada. Até 2025, mais de 50% de agências governamentais terão atualizado seus aplicativos essenciais para melhorar agilidade dos processos. Dessa forma, para acompanhar essa rápida mudança tecnológica, o setor público deverá investir em servidores potentes, com arquiteturas mais avançadas e modernas, capazes de processar dados com velocidade, economizando energia e de forma segura.

A tendência é que o volume e aprendizado de dados siga cada vez maior nesse boom da digitalização, e por isso, a infraestrutura de TI precisará estar preparada não apenas para gerenciar adequadamente os dados que circulam pela organização, mas também para garantir sua integridade, privacidade e governança a partir de uma estratégia inteligente, apoiada em soluções tecnológicas confiáveis ​​e escaláveis. Com os governos, essa responsabilidade é ainda maior, pois são dados que interessam a cidades, estados e países inteiros, sendo processados ao mesmo tempo.

Esse cenário é definitivamente um daqueles em que o gasto com a modernização, capacitação de profissionais e aplicação da tecnologia não é jamais desperdiçado, e sim um investimento frente às demandas que as populações ao redor do mundo já vêm demonstrando nesse pouco tempo.

Por Alfio Fioravanti, gerente de Vendas Comerciais na AMD.

Alfio Fioravanti

AMD

hiperconexão dos serviços

Transformação Digital no Setor público

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