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Business Analytics e monitoramento são alternativas para fidelização e conquista de clientes em tempos de Open Banking

Ao longo dos últimos anos, temos experimentado uma verdadeira revolução no sistema financeiro brasileiro, com o surgimento de diversas tecnologias e inovações. O PIX – que definitivamente já caiu no gosto da população – o cadastro positivo, o balcão de recebíveis e o open banking, são alguns exemplos dessa transformação, que, juntos a um ambiente propício para o pleno desenvolvimento de fintechs, será capaz de ampliar em até 30% o mercado de crédito, preveem alguns estudos.

Mas nesse artigo, quero me ater a novidade com a maior capacidade de provocar as mudanças mais significativas no setor como um todo e que acaba de entrar em sua segunda – e mais relevante – fase: o Open Banking. Em linhas gerais, o Open Banking (ou sistema financeiro aberto) pode ser definido como um conjunto de regras e tecnologias que permitem, por meio da integração dos ambientes, o compartilhamento de dados de clientes entre as instituições financeiras.

Trata-se de uma maneira de levar, de forma simples e segura, as informações de um lugar para outro, com a promessa de que por trás desse novo ambiente de negócios, haverá de fato a prática da livre concorrência entre bancos e agentes financeiros, e ainda, que será muito fácil e prático fazer isso de qualquer lugar do mundo, sem precisar ir a uma agência ou posto bancário.

Iniciada no último dia 13 pelo Banco Central, a nova etapa, definitivamente, inaugura uma nova era na relação entre esses dois elos, pois rompe o histórico paradigma da exclusividade, o que irá permitir uma ampla concorrência entre todos os players do mercado. Dados do perfil financeiro – muitas vezes guardados a sete chaves pelas instituições – poderão agora serem compartilhados, empoderando ainda mais o comprador, que receberá propostas adequadas a sua capacidade financeira e histórico de crédito. A partir desse marco, o cliente não é mais uma propriedade de uma instituição ou outra, e nem estará mais refém de procedimentos desmotivadores para fazer uma pesquisa antes de fechar um empréstimo, investimento, ou mesmo escolher sua instituição para o dia a dia. Trata-se da libertação financeira!

Apenas ofertar o serviço já não é mais suficiente. Como efeito comprovativo, há diversos estudos: levantamento da New Voice, por exemplo, mostra que 50% dos consumidores voltam a comprar quando têm uma experiência de atendimento positiva. A mesma pesquisa também revela que 74% dos participantes consideram pagar mais caro em um produto baseado no histórico de bom atendimento. Frente a isso, simplesmente ter os dados deixará de ser uma vantagem competitiva. A concorrência se dará em outras dimensões: suporte personalizado, preço e justas condições, disponibilidade tecnológica, cumprimento de prazos e por aí vai… O cliente deve e estará cada vez mais no centro da sua estratégia. Mas como manter esse alto nível na relação com um consumidor cada vez mais exigente?

Em quase 30 anos de experiência no mercado meios de pagamento, pude participar da implementação e desenvolvimento de uma série de inovações. Uma delas apresenta, em tempo real, a visão geral – e o detalhe que for necessário – de todos os fluxos das operações de negócios de uma empresa. Por conta da enorme concorrência no setor, um segundo de indisponibilidade ou uma transação não realizada, por exemplo, podem fazer com que um varejista nunca mais utilize tal solução de pagamento. Então, o monitoramento e uma atuação imediata nesses casos é primordial. Nesses anos atuando nas maiores empresas desse segmento, percebi o quanto o investimento para criação interna de um núcleo especializado é alto e de difícil aprovação, já que também devem-se colocar na conta os custos recorrentes para a sustentação de infraestrutura, equipamentos e ferramentas, folha de pagamento, metro quadrado, entre outros. Quando o bugdet é apertado, não existe alternativa a não ser buscar um parceiro altamente capacitado que garanta a aderência completa às suas necessidades de negócio, ao mesmo tempo em que atende ao escopo técnico de sua TI para manter alto nível de qualidade dos serviços, e o total cumprimento dos procedimentos de seus processos operacionais.

Outro benefício da terceirização desses serviços é ter a sua disposição um completo centro de excelência operacional, 24 x 7, mantido por uma equipe dedicada e especializada, pronta para atuar sempre que um alerta soar, seja preventivo ou de incidente em curso, e ainda ter informações estratégicas sobre a operação de seus negócios.

Em tempos de Open Banking, fazer o acompanhamento em tempo real do seu negócio pode fazer a diferença não só na fidelização de clientes, mas também na conquista de boa reputação, novos clientes e parceiros.

Por Eduardo Camasmie, diretor de meios de pagamento do Grupo New Space

Business Analytics e monitoramento

Eduardo Camasmie

Grupo New Space

Open Banking

PIX

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