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Tecnologia para transformação da experiência: empresas e colaboradores

2020 foi um ano de grande ruptura e, de lá para cá, a cada dia aprendemos algo novo. É ainda bem difícil realizar o balanço de tudo o que vivemos (e estamos vivendo). Em face a tantas restrições, tivemos que aproveitar as possibilidades para dar alguns passos à frente.

Acompanhamos transformações gigantescas dentro das empresas e uma das principais é a relação com a força de trabalho. No geral, acredito que temos um ganho tanto na quantidade de tarefas que conseguimos realizar quanto na qualidade de vida de quem as realiza, principalmente para quem vive em grandes cidades e tem que enfrentar os desafios típicos, como trânsito, transporte, deslocamento… O tempo que ganhamos pode ser utilizado em diversas atividades, tanto profissionais quanto pessoais.

Claro que, como em tantas outras questões, tivemos que nos adaptar. No caso dos colaboradores, com a limitação de espaço para realizar sua atividade profissional. No caso das organizações, com a necessidade de mensurar como e quando esta atividade está sendo realizada.

Tenho visto cada vez mais empresas investindo em parâmetros de produtividade, muito menos para ser “big brother” e muito mais para garantir esse balanço de qualidade de vida e atividade, para que todos os processos aconteçam de uma forma sustentável.

Há hoje no mercado uma série de tecnologias estratégicas aderentes a este objetivo e que apoiam as companhias na compreensão do nível de ocupação dos colaboradores, ao mesmo tempo em que permitem uma intervenção colaborativa para desenhar novas formas de trabalho.

Quanto temos a transferência dos colaboradores para casa, há uma sensação de perda de controle por parte da corporação e, para facilitar a vida de todos os envolvidos, é possível criar uma dinâmica que afira produtividade. Uma opção é o monitoramento dos computadores que são utilizados para a realização das tarefas. Há tecnologias que são pouco invasivas e que oferecem uma visão do uso das aplicações. Com elas, as empresas conseguem observar sequencias de uso e categorizar as atividades como produtivas ou não, utilizando uma métrica isenta (que não fere a privacidade do colaborador).

Utilizando tecnologia, é possível evitar a presença de um profissional escalado para o papel de monitoramento, ao mesmo tempo que se ganha a possibilidade de gerenciar por entregas, definir objetivos de médio e longo prazo, realizar uma gestão mais confiante do ponto de vista da responsabilidade atribuída ao colaborador e aferir uma medição justa, já que este tipo de ferramenta também destaca os bons esforços e a dedicação.

Este tipo de gestão de atividades abre espaço para o foco naquilo que realmente interessa, abandonando certos controles, como a observação de horários. Orientado por dados consolidados e de tendências, evita-se a necessidade de micro gestão e pode-se dar atenção para a qualidade das entregas, às orientações e ao reconhecimento de quem faz um bom trabalho. Gosto de dizer que a tecnologia vem para libertar as pessoas daquilo que não gera valor e que apenas limita o potencial de evolução que podemos experimentar dentro das organizações.

Quantas vezes já ouvimos sobre os maiores valores das empresas serem seus colaboradores e seus clientes, porém, no dia a dia, a burocracia, as regras e mesmo a instituição física acabam fazendo com que esses valores sejam deixados em segundo plano, ou seja: ficamos amarrados em atividades que não têm relação com o que verdadeiramente importa.

E então, a única certeza que as empresas tiveram com a pandemia é que o que verdadeiramente gera valor, no fim das contas, são os colaboradores e os clientes. Conectar esses dois elos de maneira contínua e sinérgica, garantindo a perenidade dos negócios é o que fez – e faz! – a diferença. O recado foi muito claro. Todo esse cenário já estava pronto para ser experienciado, faltando apenas uma oportunidade de assimilação cultural por parte da sociedade, das relações entre empresas, clientes e colaboradores.

Após um ano e meio, tenho certeza de que estamos prontos para mais esse salto!

Por Ingrid Imanishi, diretora de soluções avançadas da Nice.

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Ingrid Imanishi

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