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Evento da VMware discutiu os desafios da Transformação Digital

Há uma série de questões que tiram o sono dos CIO, como qual provedor de Nuvem escolher, aplicações a priorizar e o alinhamento da segurança com a estratégia de negócio

Evento da VMware discutiu os desafios da Transformação Digital

Esta semana, a VMware realizou o evento virtual Lead Forward Summit, com palestras que traçaram um panorama dos desafios que as corporações estão enfrentando em suas jornadas de Transformação Digital. Na ocasião, Rodrigo Mielke (foto), diretor de Engenharia da VMware, abordou o tema “A jornada de (in)sucesso para a transformação dos negócios”, painel que contou com a participação de Marcelo da Silva Carreras, CIO da Petrobras

“Há uma série de situações nesse processo de Transformação Digital, mas o que temos mesmo é a transformação dos negócios. Vemos várias facetas, com situações que atingem diretamente os consumidores, novos modelos de negócios, as rotas de mercado mudando cada vez mais. A tecnologia e essa transformação estão obrigando as empresas a buscarem novos negócios e novas formas de atingir os consumidores”, disse Mielke. “Existem demandas para que as empresas garantam essa transformação de forma sustentável, capacitem suas forças de trabalho para que possam trabalhar nesse novo momento que chamamos de future work, um modelo mais flexível de trabalho, mas ao mesmo tempo olhando para as questões de resiliência e continuidade de negócio. Não é só acelerar e lançar produtos digitais, temos de garantir a sustentação do negócio, inclusive garantindo a segurança, ainda mais nesse momento de ataques de ransomwares”, observou o executivo.

Segundo Mielke, não existe uma bala de prata ou uma fórmula única para ter sucesso nessa jornada de Transformação Digital, cada corporação irá encontrar o seu caminho, mas deve seguir uma estratégia que sustente todos os pilares da companhia. “Conversando com os CIOs, um dos temas que temos discutido muito é como acelerar essa inovação considerando uma série de provedores de Cloud, já que cada um tem seus benefícios, seus diferenciais, suas qualidades, tanto financeiras quanto tecnológicas. Já a preocupação do desenvolvedor é como fazer o aplicativo ou serviço chegar mais rápido lá na ponta”, comentou Mielke.

Já no caso da segurança, disse Mielke, hoje há uma postura mais reativa e o grande desafio é como ser mais proativo, dinâmico, mas sem se separar da estratégia de transformação da empresa. “Nesse ponto, vemos alguns casos de insucessos, quando se começa a criar silos nessas discussões de transformação. É importante um alinhamento muito claro entre as prioridades e que elas tenham a mesma importância quando se trata da questão da transformação”, comentou.

“Olhando mais especificamente para questões de migração e transformação das aplicações para a Nuvem, essa jornada passa por entender quais tipos de aplicações, quais workloads vou migrar primeiro, qual a melhor estratégia para cada um, não só mais em um horizonte de 100% Cloud, 100% on-premises, Edge Computing, o 5G que está vindo aí para criar mais um componente de desafios, de complexidade. Isso é um ponto importante para olhar, é preciso uma estratégia que contemple tudo para ter sucesso”, afirmou.

Outro lado do balcão

Para Marcelo da Silva Carreras, CIO da Petrobras, um dos grandes desafios da área de tecnologia é como conseguir ganhar velocidade nos requerimentos de negócio e como orquestrar quando se começa a trabalhar com as infraestruturas híbridas. “Não se tem uma única solução na questão de modernização de aplicações. Quando se começa a trabalhar no modelo de Agilidade, orientando as equipes de trabalho, se define o modelo de estrutura operacional, como vai trabalhar em conjunto com os modelos de negócio”, comentou. “Quando se olha para o portfólio, claro que tem coisas que precisa priorizar do ponto de vista de valor, mas a abordagem que a gente tem vai depender da aderência tecnológica do valor que a aplicação dá para o negócio. Tem de alinhar a estratégia com a arquitetura, ter um diagnóstico das aplicações quanto á sua relevância ao negócio e montar uma arquitetura modular, que consiga ser escalável, tenha robustez e sirva para eliminar essas restrições tecnológicas, e não amarrar a organização em cima de um modelo eu não seja escalável”, aconselhou.

Segundo o CIO, existem vários caminhos e vai depender de onde essas aplicações vão se encaixar. “Você pode manter aplicações legadas, priorizar aplicações que tenham valor agregado ao negócio e já levar para a Nuvem – no nosso caso temos uma estratégia de Cloud First. Tudo que a gente está fazendo de novo nós levamos para Cloud. Tem aplicações que podem ser eliminadas, outras que podem evoluir no modelo e outras que você vai reposicionar”, observou.

Para Carreras, o que muda para o líder de TI, responsável por alavancar esse processo de transformação, é que o CIO já faz parte da estratégia da companhia. “Uma vez que se muda esse viés, a TI já não é mais uma área técnica, mas inserida dentro da estratégia de negócio. Hoje, na Petrobras, gente de TI e de negócios estão juntas. Isso é fundamental para que se possa evoluir nesse processo de transformação. Não basta ser uma área técnica, é preciso entender do que o negócio precisa, como vamos usar a tecnologia aplicada ao negócio. Se a gente falhar, a organização também vai”.finalizou.

Serviço
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Aplicação

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