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HPE explica como a adoção da tecnologia como serviço alimentará a economia circular

As-a-service (aaS) tem o potencial de gerar oportunidades de crescimento significativas para qualquer setor e oferece resultados sustentáveis, específicos para cada setor. Oferecer tecnologia como serviço requer a revisão da estratégia de Transformação Digital e de negócios de uma empresa, mas produz benefícios significativos para todos

HPE explica como a adoção da tecnologia como serviço alimentará a economia circular

A bandeira foi plantada. Em 22 de abril, o Presidente dos EUA, Joe Biden, sediou a Cúpula dos Líderes sobre o Clima a fim de mobilizar o mundo para o combate à crise climática e atender às demandas da ciência. Os Estados Unidos e outros países anunciaram novas metas climáticas ambiciosas, garantindo as reduções de emissões necessárias globalmente. Em seu discurso sobre o Estado da União em 2020, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs um aumento na meta de redução de emissões da UE para 2030 de 40% para 55%. É um propósito necessário para cumprir o objetivo de reduzir as emissões de carbono da UE para zero líquido até 2050. Portanto, a HPE tem motivos para estar otimista.

A transição para uma economia mais circular, em que o crescimento econômico é dissociado do uso intensivo de recursos e da geração de resíduos, vai, de acordo com o Plano de Ação para a Economia Circular da Comissão Europeia, contribuir significativamente para alcançar a neutralidade climática até 2050. Em toda a indústria, há a oportunidade de uma mudança profunda na forma como os produtos são projetados, fabricados, fornecidos e consumidos. E o modelo de negócios de “produto como serviço” deve ser o objetivo final.

As-a-service como é entendido
“Como serviço” não apenas torna nossa economia mais circular, quebrando padrões estabelecidos de oferta e demanda incompatíveis, como também tem o potencial de gerar oportunidades de crescimento significativas para qualquer setor e a indústria como um todo.

É uma mudança radical de um modelo de negócios mercantilizado, pelo qual as empresas vendem um produto e consideram seu trabalho concluído. Em vez disso, o produtor retém a propriedade – e a responsabilidade – do produto ao longo de todo o seu ciclo de vida. O cliente tem pleno uso do produto pelo tempo que for necessário, pagando apenas pelos resultados, em vez do produto em si ou sua manutenção. O fabricante, por sua vez, é responsável por construir um produto de qualidade, durável e eficiente em termos de energia e material. Também é sua função pegar o produto de volta e prepará-lo (ou seus componentes) para reutilização.

As-a-service é uma iteração do conceito de design cradle to cradle desenvolvido no final do século 20 pelo professor Michael Braungart, químico alemão e pensador ambiental de renome, e por William McDonough, arquiteto americano e patrono da causa de sustentabilidade.

McDonough enfatiza que cradle to cradle – uma medida mundialmente reconhecida de produtos mais seguros e sustentáveis ​​feitos para a economia circular – significa que as empresas vão além de serem “menos ruins” reduzindo seu impacto ambiental e, assim, esforçam-se para ser uma força positiva. Esses esforços incluem a otimização dos produtos durante o processo de design e fabricação com o objetivo de torná-los recursos materiais para sua próxima vida útil como novos produtos. Verdadeiramente inspirador.

A conversão da indústria em AaS pode precisar ser acelerada com as políticas governamentais corretas  

Cradle to cradle molda a visão da Hewlett Packard Enterprise do futuro. Em uma grande transformação do modelo de negócios da empresa, existe o compromisso de disponibilizar todo o portfólio como serviço até o final de 2022. A HPE vê o AaS como uma forma de construir um engajamento mais duradouro com os clientes, para manter esse relacionamento ao longo de nossa administração do produto que estão usando e para promover a sustentabilidade em TI de forma significativa.

Para o mundo relacionado à TI, existem três principais resultados sustentáveis:

 Eliminação do sobreprovisionamento, uma prática comum em que as empresas “compram TI em excesso”
No Data Center médio, 25% dos recursos de computador não estão fazendo um trabalho útil e os recursos restantes estão operando com uma pequena fração de sua capacidade. Isso significa custos mais altos e consumo desnecessário de energia, espaço e refrigeração.

Organizações livres de serem acorrentadas ao seu kit de TI durante todo o seu ciclo de vida
O equipamento de TI pode ser atualizado rapidamente para as tecnologias mais recentes e com maior eficiência energética. A ineficiência de equipamentos antigos significa que 65% da energia usada pela TI em Data Centers é utilizada para processar apenas 7% do trabalho.

 Recuperação de ativos de TI no final de seu uso
A HPE Financial Services investiu em grandes avanços para estender a vida útil de equipamentos de TI aposentados e reutilizar e refabricar os componentes para uma segunda vida. Não apenas as organizações recuperam o valor residual de seus ativos (cerca de US﹩ 1,6 bilhão foi injetado de volta nos orçamentos de nossos clientes nos últimos cinco anos), mas também serviços de renovação, como o HPE Asset Upcycling – que leva ativos de TI de qualquer marca -, também reduzem emissões de carbono e mantêm o lixo eletrônico fora dos aterros.

Para se ter ideia da escala, em 2020 a Hewlett Packard Enterprise processou mais de 3,1 milhões de unidades de tecnologia – 1,7 milhão de equipamentos de Data Center, como servidores, armazenamento e ativos de rede, e 1,4 milhão de ativos de local de trabalho, como notebooks, laptops, tablets e impressoras.

Cerca de 90% desse equipamento é revendido e retornado ao uso ativo; o resto é reciclado de forma responsável. Desde 2018, a HPE também fornece aos clientes seu próprio relatório de economia circular, detalhando a economia de impacto ambiental, como economia de energia, redução de CO2 e resíduos retidos em aterros por meio de reciclagem.

“É motivador para nossas equipes fazer parceria com os clientes – de grandes corporações a pequenas e médias empresas – para ajudá-los a acelerarem sua transformação digital com estratégias de gerenciamento de TI inovadoras e sustentáveis” diz Rodrigo Alvarez, líder de Serviços de Consumo na HPE Brasil.

Uma tendência global
As sementes do AaS estão sendo plantadas em diferentes setores. A Philips vende “luz como serviço” aos clientes e cita números de economia de até 80% no consumo de energia. A Kaeser Kompressoren vende ar comprimido como serviço. A Desso, um fornecedor global de carpetes para uso comercial, projeta carpetes de acordo com o princípio cradle to cradle, o que significa que a empresa pode alugar seus carpetes em placas e a Desso cuida da instalação, da manutenção, da devolução e da reciclagem.

É importante não subestimar a mudança de paradigma que a mudança para as-a-service acarreta para uma empresa, idealmente como parte de uma estratégia mais ampla de negócios e transformação digital que incorpora a sustentabilidade. Por exemplo, a transformação do processo de design e desenvolvimento: o projeto dos produtos e a escolha de seus componentes devem torná-los mais duráveis ​​e adequados para reparo, recondicionamento e – em última instância – reciclagem.

Um fabricante de máquinas de lavar executou um projeto para fornecer máquinas de lavar de alta qualidade como serviço para pessoas que teriam dificuldade em arcar com o custo total da compra. Isso implicou um redesenho significativo de seus modelos, mas um estudo mostrou o retorno potencial: os clientes economizariam cerca de um terço por ciclo de lavagem e o fabricante ganharia cerca de um terço a mais.

Em um período de 20 anos, substituir a compra de cinco máquinas de baixa qualidade por uma máquina como serviço de alta qualidade economizaria quase 180 kg de aço e mais de 2,5 toneladas de emissões de carbono.

Complexidades de uma configuração como serviço
As empresas devem ter sistemas padrão ouro para receber produtos de volta e prepará-los para a próxima vida. Os recursos da HPE não aconteceram da noite para o dia – com os serviços financeiros da HPE, temos desenvolvido nosso negócio de renovação nos últimos 20 anos.

A Hewlett Packard Enterprise investe continuamente em talentos para incorporar qualquer tecnologia, do Data Center ao espaço de trabalho, e até mesmo impressão 3D e ativos de computação de alto desempenho. Hoje, a companhia possui e opera os maiores centros de renovação de fabricantes de TI do mundo, incluindo ativos de mais de 50 países.

Ainda mais complexa é a mudança dos fluxos de rendimento das vendas tradicionais para a receita recorrente, o que reduz os faturamentos de curto prazo e aumenta os de longo prazo. Isso, por sua vez, impacta as vendas, incentivos e motivação de parceiros, relatórios financeiros e relações com investidores. Não é um desafio pequeno trazer vendedores, parceiros comerciais, analistas e investidores a bordo com essa mudança de mentalidade, mas a HPE acredita que o mercado deve enfrentar esses desafios e fazê-lo com senso de urgência.

É claro que as empresas não podem seguir sozinhas. A conversão da indústria em AaS pode precisar ser acelerada com as políticas governamentais corretas. As regras destinadas a levar a indústria a atingir as metas climáticas devem, sempre que pertinente, favorecer a mudança para modelos baseados em serviços e baseados no consumo.

As empresas de inovação que desenvolvem tecnologias de baixa emissão de carbono agora têm acesso gratuito a patentes de três das maiores empresas de tecnologia do mundo sob o Compromisso de Patentes de Baixa Emissão de Dióxido Carbono, um compromisso para ajudar a combater as mudanças climáticas  

De acordo com o Circularity Gap Report 2021, a economia global era apenas 8,6% “circular” em 2020, decepcionantemente abaixo dos 9,1% dois anos anteriores. Lançado em Davos, o relatório explora as causas das emissões de GEE (gases de efeito estufa) e como as estratégias da economia circular podem contribuir para atingir as metas do Acordo de Paris.

Para alcançar uma economia mais circular e os objetivos climáticos definidos pelos governos e pela sociedade civil, faz-se necessário identificar oportunidades: a sustentabilidade pode impulsionar os resultados dos negócios e vice-versa. E o valor pode ser criado com menos uso de material. Para isso, os modelos de negócios como serviço são um importante caminho a seguir. É hora de uma mudança séria.

Bônus: o Compromisso de Patentes de Baixa Emissão de Dióxido de Carbono
As empresas de inovação que desenvolvem tecnologias de baixa emissão de carbono agora têm acesso gratuito a patentes de três das maiores empresas de tecnologia do mundo sob o Compromisso de Patentes de Baixa Emissão de Dióxido Carbono, um compromisso para ajudar a combater as mudanças climáticas. Desde o Dia da Terra, 22 de abril deste ano, a Hewlett Packard Enterprise (HPE), o Facebook e a Microsoft estão disponibilizando patentes importantes para acelerar a adoção de tecnologias menos poluentes.

O Compromisso surge em meio a avisos da comunidade científica global de que tecnologias inovadoras serão vitais para reduzir as emissões com rapidez suficiente para evitar desastres climáticos. No entanto aproximadamente metade das reduções necessárias para atingir emissões líquidas zero até 2050 exigem tecnologias que ainda não estão disponíveis no mercado.

Sob a iniciativa liderada pela HPE, centenas de patentes que poderiam apoiar tecnólogos no desenvolvimento de soluções sustentáveis para gerar, armazenar e distribuir energia com baixas emissões de carbono estarão disponíveis sem royalties. As patentes listadas cobrem uma ampla gama de tecnologias preventivas ou adaptativas que podem ajudar a combater as mudanças climáticas, incluindo gerenciamento de energia, ativação de fontes de energia com zero carbono, arquitetura de data center eficiente e gerenciamento térmico.

A lista de patentes prometidas e termos de uso está disponível e aumentará à medida que outras empresas de tecnologia aderirem ao compromisso e/ou conforme as empresas já citadas criem e adicionem novas patentes.

Serviço
www.hpe.com
www.lowcarbonpatentpledge.org (em inglês)

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cradle to cradle

Economia circular

Hewlett Packard Enterprise

reciclagem

Rodrigo Alvarez

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