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A Nuvem tecnológica combatendo a Nuvem do aquecimento global

Empresa usa plataforma Azure para estudar os rastros de nuvens das aeronaves, um dos principais responsáveis do efeito estufa

A Nuvem tecnológica combatendo a Nuvem do aquecimento global

A Satavia, uma empresa do Reino Unido, usou a plataforma Microsoft Azure para estudar o impacto climático da aviação e modelar a atmosfera da Terra do nível do solo ao espaço. Com uso de Inteligência Artificial (IA) e análise de dados, o estudo investigou a formação de rastros de aeronaves, que ocorre quando eles voam acima de 26 mil pés de altitude e criam nuvens que podem aquecer a atmosfera da Terra.

A empresa está trabalhando para reduzir o impacto da aviação no planeta por meio de um planejamento de voo mais inteligente e do desenvolvimento de uma plataforma de IA chamada DecisionX, que usa modelagem de previsão do tempo para gerar uma réplica de alta resolução da atmosfera da Terra ao longo do tempo. A plataforma pode quantificar mudanças atmosféricas em calor, luz solar, umidade, pressão, temperatura, umidade, nuvens e velocidade do vento, entre outros fatores.

Um voo de Londres a São Francisco emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano

Os recursos desta plataforma permitirão aos operadores de aeronaves prever, evitar, validar, quantificar e compensar as emissões de rastros da aviação com precisão, otimizando os planos de voo.

Para Adam Durant, fundador e CEO da Ssatavia, o Azure foi vital para lidar com o problema, devido à sua capacidade de lidar com escalabilidade, ferramentas de IA e grandes quantidades de dados. “Usando nosso modelo numérico de previsão do tempo, podemos gerar um gêmeo digital do ambiente atmosférico do nível do solo ao topo da atmosfera (cerca de 328 mi pés)”, disse Durant, um cientista que ocupou cargos na Universidade de Cambridge e o Instituto Norueguês de Pesquisa Aérea. “Nosso modelo realiza cerca de 100 cálculos algorítmicos em 4 bilhões de células modelo a cada 30 segundos para 26 parâmetros meteorológicos, gerando 1 quatrilhão de cálculos por dia de simulação – é assim que definimos hiperescala”, explicou.

Quando o vapor d’água emitido pelos motores das aeronaves satura rapidamente o ar já úmido, o vapor condensa e congela em minúsculos cristais de gelo. Isso resulta na formação de nuvens de rastros, que prendem o calor na atmosfera da Terra. Antes da pandemia da Covid-19, havia mais de 93 mil voos diários em todo o mundo. Um voo de Londres a São Francisco emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano. No entanto, a formação de rastros exerce um impacto climático quase duas vezes maior do que as emissões dos motores das aeronaves, respondendo por cerca de 60% do impacto climático total da aviação.

O trabalho que está sendo conduzido pela Satavia, que recentemente migrou sua infraestrutura de um data center físico para o Azure, está de acordo com as próprias ambições da Microsoft para lidar com as mudanças climáticas. Em janeiro de 2020, a empresa de tecnologia anunciou sua intenção de ser carbono negativo até 2030.

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