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Em 2021, qual será o papel do CEO na inovação das empresas?

A pandemia do Coronavírus reforçou a necessidade de construir bases sólidas nas empresas para a sustentação do negócio e, principalmente, fomentar uma cultura de inovação nas organizações. Num outro ponto, este cenário impulsionou o empreendedorismo. Nos últimos meses, algumas ditas “certezas” do mercado foram colocadas à prova e outras foram criadas, mas uma premissa se reafirmou: independentemente do setor, todas as companhias do século XXI são, ou serão, de tecnologia.

Somando 30 anos como responsável pela busca de inovação à frente de uma empresa de tecnologia, que incluem erros, acertos e a impensável pandemia, acumulei alguns conhecimentos durante esta missão como CEO e impulsionador da vanguarda nas empresas. Com base nos cinco domínios da Transformação Digital, que são clientes, competição, dados, inovação e valor; e em quatro cenários de mercado, tais como lockdown, reabertura, rebote e novo normal, detalhei cinco aspectos que podem contribuir para o avanço da digitalização das organizações.

1) Clientes: A primeira consideração a fazer é que seus clientes, ou os clientes dos seus clientes, são ou serão cada vez mais “Digitais”. Outra mudança importantíssima é que os clientes estão o tempo todo influenciando-se reciprocamente e construindo a reputação das empresas e das marcas através de redes. Dica: Saia a campo e entenda as reais necessidades e a mudança de hábitos de seus clientes. Não suponha, mas sim pesquise e interaja. Crie e aumente consistentemente os canais de interação com seus clientes e integre as ações de marketing, vendas e tecnologia, pois elas devem andar na mesma direção.

2) Competição: Seja rápido, imprima velocidade nas decisões e na execução, tirando do papel. Competidores entram no mercado onde há vácuo e lacunas deixadas pelas empresas, principalmente as startups. Dica: Crie um planejamento de cenários baseados em reabertura, rebote e recuperação da pandemia, e não faça previsões e escolhas isoladas. Para acelerar, não deixe de lado a “coopetição” com outras empresas e possíveis fusões.

3) Dados: O grande ativo das empresas no mundo atual é a informação e a grande questão é que a maioria das empresas não sabe o que fazer com os dados que já tem (estruturados) e muito menos com informações provenientes de fontes fora da organização – dados de redes sociais, de compra, governamentais etc (não estruturados). Combinar esses dados e utilizá-los massivamente é fator decisivo para a tomada de decisão. Dica: Comece já, pois a cultura e a maturidade no uso de dados é lento e requer um longo aprendizado. Invista numa área de dados e extraia todo potencial de um Big Data combinado com Inteligência Artificial, Machine Learning e não se esqueça da segurança e privacidade dos dados.

4) Inovação: Inovar é pensar fora da caixa, porém como fazer isso dentro de modelos tradicionais de gestão? Como inovar dentro de processos rígidos e burocráticos, como prever ROI num mundo de hoje, caótico, que muda tudo em questão de meses ou semanas ou dias? Nós não temos mais controle. Dica: Utilize metodologias como Design Thinking ou Design Sprint, pois elas ajudam a incorporar na sua cultura a velocidade, o engajamento, o baixo esforço e as ótimas ideias.

5) Valor: Na era digital, confiar em proposta de valor imutável é estar fadado ao fracasso. Quem liderar dessa forma será engolido por concorrentes com propostas de valor mais atraentes. A onda das mudanças já está em curso há muito tempo e a pandemia só acelerou esse processo. Dica: Lidere a transformação da cultura da sua empresa para um modelo não só de resiliência e eficiência, mas também de inovação. Não é tarefa fácil pois há muitas variáveis e barreiras, mas não há espaço para esperar o mercado e a concorrência te atropelarem.

As grandes crises têm o poder de acelerar o futuro. E 2020, com a pandemia, não foi diferente. Foram dez anos em dez meses, ou menos. Empresas que nunca pensaram em mudar sua proposta de valor tiveram que se transformar e inovar rapidamente. Os líderes que estão à frente das empresas têm a responsabilidade de proporcionar o impulso às novas perspectivas. Sem sombra de dúvidas, quem não se adaptar e inovar não conseguirá acompanhar os movimentos dos negócios.

Por Marcel Pratte, CEO do Grupo Viceri

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