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Metodologia Ágil avança no Brasil com engajamento de lideranças

Estudo da everis aponta que, para 52% dos líderes latino-americanos entrevistados, houve redução de custos com a aplicação da metodologia ágil, 68% tiveram redução de riscos e 94% tiveram melhorias na velocidade e alinhamento de TI com o negócio
Metodologia Ágil avança no Brasil com engajamento de lideranças

Esta é a principal conclusão da terceira edição do estudo “Agilidade na América Latina”, realizado pela everis, em parceria com a MIT Tech Review em espanhol, cujo objetivo foi avaliar a adoção da filosofia ágil pelas grandes empresas da América Latina. O investimento das empresas da região em projetos ágeis aumentou em 30% desde 2017, com o objetivo de melhorar seus processos de transformação.
A everis, consultoria de negócios e TI do Grupo NTT Data, e a MIT Tech Review em espanhol realizaram um estudo sobre a adoção da agilidade nas principais empresas da América Latina. Em um mercado em constante transformação, elas precisam responder com rapidez e eficiência, e o panorama da região mostra que a adoção da filosofia ágil resultou em redução de custos e riscos, além de maior alinhamento da área de TI com o negócio.
O estudo foi realizado com base em 48 entrevistas de líderes de 35 empresas, dos países nos quais a everis atua (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru), 26 das quais estão entre as 500 maiores da América Latina. Três em cada quatro dessas empresas têm um faturamento de mais de US﹩ 50 milhões, enquanto 61% têm mais de 5.000 funcionários. Os aspectos analisados foram processo de adoção, desafios atuais e estratégias de gestão, geração de talentos e crescimento da agilidade dentro das empresas.

Os benefícios de adoção da metodologia Ágil podem ser avaliados considerando dois aspectos: mudança cultural e resultados da empresa  

Uma das conclusões é que a filosofia ágil não é mais utilizada somente na área de tecnologia, mas aplicada transversalmente em toda a estrutura organizacional. Uma das razões mais relevantes para a adoção desses modelos de trabalho é a melhoria do time-to-market e o alinhamento das equipes com uma visão mais centrada no cliente. “As companhias brasileiras estão focadas em oferecer experiências mais interessantes e satisfatórias aos clientes, assim como em obter resultados precisos no menor tempo possível. Os métodos ágeis têm permitido que as empresas diminuam processos burocráticos e se adaptem as necessidades de mercado através de novos hábitos organizacionais e melhor aproveitem seus dados para agilizar lançamentos de produtos e serviços, personalizar as ofertas aos clientes e se antecipar às suas expectativas”, afirma Ewerton Santos, Head do Centro de Excelência ágil da everis Brasil.
Segundo Santos, a agilidade vem se consolidando como aprendizado essencial para a jornada de transformação digital das empresas e boa parcela deste desafio está na conscientização e conquista das lideranças, para que assimilem a nova forma de trabalho, transmitam e engajem suas equipes, de maneira colaborativa e eficaz na prática. A primeira área a adotar os métodos ágeis, em geral, é a de TI, seguida por Pesquisa & Desenvolvimento, mas hoje este movimento se espalha por toda a organização, que assim pode unir-se para executar de modo adaptativo as estratégias a fim de alcançar objetivos e resultados”, reforça o Head do Centro de Excelência ágil da everis Brasil.
Victor Leon, Head de Agile na everis Americas, acrescenta que “os desafios atuais exigem a transformação da forma como as empresas trabalham e os líderes da América Latina encontraram na filosofia ágil, por meio da adoção de suas diferentes metodologias, a maneira de tornar suas formas de trabalho mais flexíveis”. Ele completa que “com sua implementação, as empresas são capazes de identificar as necessidades comerciais e responder de maneira mais eficaz, com o apoio de equipes que gerenciam os projetos com responsabilidade compartilhada e aperfeiçoam constantemente suas capacidades.”
Principais vantagens na adoção de agilidade
Os benefícios de adoção da metodologia Ágil podem ser avaliados considerando dois aspectos: mudança cultural e resultados da empresa. Em ambos os casos, o estudo constatou que o impacto é perceptível nos estágios iniciais e melhora à medida que a nova forma de trabalho amadurece.
20% citaram a reestruturação organizacional, novos equilíbrios de poder e a definição de novos cargos na empresa como outros grandes desafios a serem resolvidos  

No primeiro ponto, três em cada quatro empresas melhoraram sua capacidade de gerenciar a alocação da equipe e a flexibilidade do processo. A capacitação de equipes alinhadas a um objetivo comum é um aspecto notável que impacta na otimização dos negócios. Quanto ao segundo ponto, a velocidade da entrega de produtos ou serviços, o alinhamento das áreas tecnológicas com o negócio e a capacidade de gerenciar a mudança de prioridades são aspectos que melhoram em nove de cada dez experiências.
Entre as vantagens da agilidade, 52% das empresas entrevistadas acreditam que a transformação reduziu os custos, 68% testemunharam melhorias na redução de riscos e 94% viram melhorias na velocidade e no alinhamento da TI com o negócio. Isto mostra que a Ágil não só tem um impacto no nível operacional, mas, quando aplicada estrategicamente, ajuda a alcançar resultados positivos nos negócios.
Desafios da adoção
Ao contrário dos anos anteriores, nos quais o principal obstáculo para o progresso da transformação era a falta de conhecimento Ágil, à medida que um maior número de empresas começa a adotar, o principal desafio tem sido a resistência à mudança, relatado por 49% dos entrevistados, o que ressalta a necessidade de envolvimento dos líderes como fator essencial para conquistar seguidores e facilitar as mudanças necessárias.
O estudo “Agilidade na América Latina” também mostrou que cerca de 37% consideram entraves a consolidação do modelo e sua ampliação em toda a organização, pois é necessário transformar diretores e gerentes, que terão de deixar para trás as estruturas hierárquicas tradicionais. Neste sentido, 20% citaram a reestruturação organizacional, novos equilíbrios de poder e a definição de novos cargos na empresa como outros grandes desafios a serem resolvidos.
Por outro lado, 20% mencionaram questões regulamentares, tanto internas, como externas, como obstáculos para realizar a transformação necessária. No setor bancário, por exemplo, a regulamentação referente à privacidade de dados e seu uso afeta a capacidade de desenvolver serviços mais personalizados.
A falta de comunicação existente entre as áreas, de treinamento e de conhecimento sobre agilidade ainda são questões a serem resolvidas à medida que as companhias avançam em seu processo de transformação.
O apoio da área de recursos humanos é necessário para redefinir a estrutura sob a qual as equipes podem funcionar eficientemente.
“Um dos elementos centrais para o sucesso da filosofia ágil é formar equipes de trabalho equilibradas, com pessoas das áreas de negócios e de TI, com a mesma mentalidade ágil. Para isso, é fundamental que os gestores estejam atentos, próximos e abertos para abrir canais de comunicação, que deixem a hierarquia de lado para gerar sinergias e colaboração. Conseguir que toda a empresa trabalhe com a mesma mentalidade e faça uma mensuração assertiva dos resultados exigem dedicação e profundo esforço por parte de todos os envolvidos”, ressalta Santos.
O uso da agilidade atualmente
Em toda a região, a distribuição das áreas que adotaram a agilidade é diversa, mas são principalmente as áreas de TI/Software (30%) e Inovação ou P&D (29%), que realizaram a primeira fase de adoção. Em segundo plano e como apoio à transformação necessária, a área de Recursos Humanos tem sido gradualmente incorporada (14,4%).
Um pouco mais da metade das empresas entrevistadas considera que até 25% dos projetos sendo realizados internamente estão sendo desenvolvidos com métodos ágeis. Quanto ao orçamento destinado aos projetos, o aumento do investimento é notável. Em 2017, apenas 7% das empresas tiveram um investimento de mais de US﹩ 5 milhões, crescendo em apenas dois anos para 37%. Além disso, apenas 16% das companhias se consideram autossuficientes para realizar a implementação dessas formas de trabalho, enquanto cerca de 10% não consideram a assistência externa a curto prazo.
As metodologias e estruturas mais proeminentes são Scrum (29%) e Kanban (24%). Em empresas com anos de adoção e nas quais as áreas de tecnologia ou laboratórios digitais foram transferidos, o equipamento está mais bem adaptado ao controle de processo obtido pelo Kanban. Porém, deve-se notar que um expressivo número de organizações mencionou o uso de diferentes metodologias e práticas nos projetos realizados, de acordo com seus objetivos e necessidades.
Talento e cultura
A capacidade das equipes de trabalhar em conjunto, assim como de se autorregularem, são indicadores-chave para entender como a adoção da agilidade está se desenvolvendo. Os entrevistados identificaram que, em 74% dos casos, os membros da equipe têm liberdade e confiança para expressar suas opiniões e 58% acreditam que os profissionais têm liberdade de tomar suas próprias decisões.
Quase 80% dos líderes participantes concordaram que, graças à filosofia ágil, as equipes são multidisciplinares e conseguem integrar diferentes ideias sob um esquema e objetivos de trabalho comuns. É fundamental entender que, para alcançar estes números, é crucial articular dentro da organização um alinhamento de objetivos e métricas, no qual as áreas envolvidas tenham uma clara missão e definição das ações a serem efetivadas.
“É um fato que adotar a agilidade significa transformar a partir da base da organização, para enfrentar os desafios do mercado. Embora ainda existam alguns obstáculos a serem superados, a região fez grandes progressos na adoção desses métodos de trabalho, tendo benefícios tangíveis como resultados obtidos com antecipação, melhoria do clima de trabalho e maior comprometimento das pessoas nos projetos”, salienta Victor Leon, Head de Agile na everis Americas.
Veja a íntegra: https://www.everisestudos.com.br/estudo-agilidade-brasil .
Serviço
www.nttdata.com

estudo "Agilidade na América Latina"

everis

Ewerton Santos

Grupo NTT DATA

metodologia ágil

MIT Tech Review

Victor Leon

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