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Reforma tributária deve impulsionar digitalização das empresas

A reforma tributária voltou à pauta econômica com muita força e, mais uma vez, estamos presenciando uma grande movimentação entre os setores produtivos, empresários, políticos e governo. As empresas, que hoje gastam mais R$ 72 bilhões e 2 mil horas por ano para manter-se em compliance fiscal, precisam antecipar a digitalização de seus impostos à aprovação da Reforma focando em análises e simulações, buscando saber qual será seu real impacto além de trabalhar cenários e possibilidades ou poderão sofrer ainda mais prejuízos.

A pandemia do Covi-19 nos pegou de surpresa e causou um grande impacto nos negócios, obrigando todos a serem ágeis na digitalização dos processos para manter a saúde das empresas.

Na área fiscal o impacto da Reforma Tributária não será diferente. Os empresários que se anteciparem e digitalizarem irão evitar futuros prejuízos e riscos fiscais causados pela dor da adequação feita de última hora. Isso porque, independentemente do projeto aprovado no Congresso e sancionado pelo Governo, a mudança será gradativa.

Assim, haverá um período de paralelismo tributário, onde as instituições estarão em fase de adaptação às novas regras e continuarão atendendo a todos impostos vigentes, nas esferas Federal, Estadual e Municipal. Ou seja, as coisas podem se complicar ainda mais no período de transição que, estima-se, deve durar até 3 anos após sua implementação.

Além disso, as ações tomadas para combater a pandemia aumentaram significativamente o déficit fiscal o que, aliado a um menor PIB nos meses anteriores, irá fortalecer a arrecadação dos impostos para compensar as perdas, e isso significa um acirramento da fiscalização.

A quarentena está fortalecendo a digitalização dos processos de negócios e cada vez mais demandada e essencial para a sobrevivência das empresas. Um exemplo disso foi o aumento das vendas pelo e-commerce durante o período.

Em meio a essa tempestade de mudanças, mais do que nunca, as empresas que não se mantiverem atualizadas estarão sujeitas a erros que vão gerar penalidades fiscais e isso significa aumentar seus custos e diminuir suas margens de venda Já as que contarem com a digitalização para mitigar seus erros,  correrão menores riscos e poderão economizar entre 2 e 5% da carga de impostos.
Anualmente, os prejuízos por não estar em conformidade fiscal giram em torno de R$ 170 bilhões por ano para as empresas no país. Sabendo que mais de 500 cobranças de impostos foram postergadas para o pós-Coronavírus, a conta dos gastos adicionais do Governo para conter a crise vai chegar. Por isso, muito em breve, deve haver um aumento na fiscalização para coletar os impostos e, assim, as empresas precisam estar preparadas para não serem engolidas.

A saída é a digitalização dos processos fiscais, eliminando de vez os procedimentos manuais, que são altamente sujeitos a erros. Esse caminho deve ser trilhado desde já, para que nenhuma organização seja pega de surpresa, como aconteceu com aquelas que não haviam começado sua jornada de transformação digital antes da COVID. Focar em inteligência fiscal permite que as empresas estejam em conformidade ao mesmo que tempo que otimizam a carga tributária e economizam.

Por Paulo Zirnberger de Castro, country manager da Sovos Brasil

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digitalização dos processos fiscais

Paulo Zirnberger de Castro

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Comentários

  1. Clovis

    A verdadeira simplificação para o contribuinte é não ter que se preocupar em entender como fazer os cálculos confusos e com várias regras diferentes para cada Estado.
    O Governo ficando encarregado de efetuar esses cálculos e apresentar as guias de recolhimento, sejam diárias ou mensal, o problema está resolvido sem perda de arrecadação e discussão zero.
    Paulo Guedes pode fazer essa implantação sem ter que depender de votação.
    Neste primeiro momento, pouco importa a carga tributária que vai se manter sem alteração.
    O importante é simplificar a vida de quem produz, comercializa ou presta serviço.
    O Governo ficando responsável pelo cálculo terá um maior controle evitando erros e zerando a sonegação.
    Com isso a arrecadação aumenta sem ter aumento de impostos.
    O governo também pode disponibilizar esse “CALCULADOR” de impostos para ser implantado nos sites e da mesma forma que ao informar o CEP o consumidor descobre o valor do frete, iria também saber o valor do imposto.
    Hoje através da NFe o Governo tem 100% de controle das entradas e saídas.
    O Governo Federal disponibilize uma área para os Estados e Municípios cadastrem suas regras de cobrança de impostos e o Sefaz calcula já fazendo a compensação para NFs interestaduais de forma automática através de uma conta de crédito e débito que será usada na apuração. Podendo deixar disponível o histórico do calculo para consulta.

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