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Cadastro Positivo deve injetar R$ 1,6 tri na economia em até cinco anos, diz especialista

Expectativa é atingir 81% do PIB brasileiro em crédito, mesmo patamar do Chile; efeito da medida é benéfico para as PMEs

“O Cadastro Positivo deve injetar R$ 1,6 trilhão na economia, via crédito, em até 5 anos”, afirmou Caio Faria Lima, general legal counsel da Quod, durante evento promovido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) para discutir os impactos na Economia Digital das novas regras que entram em vigor a partir de julho.

O crédito no Brasil tem taxas muito elevadas devido ao alto risco de inadimplência (taxa de 3,7%), que contribui para que bancos trabalhem com um spread bancário de 38,4% (taxa que só perde para Madagascar, de acordo com o Banco Mundial). Com o cadastro positivo, esse cenário muda. As instituições financeiras terão acesso a todo o histórico de informações de pessoas físicas e jurídicas, o que torna mais fácil e barata a análise de risco da concessão de crédito, aumentando sua participação no PIB. Hoje 46% do PIB do Brasil é composto por crédito. Em 5 anos, essa participação aumentará para 80%, mesmo patamar do Chile, um dos pioneiros na adoção de cadastro positivo na América Latina.

O crédito no Brasil tem taxas muito elevadas devido ao alto risco de inadimplência (taxa de 3,7%), que contribui para que bancos trabalhem com um spread bancário de 38,4% (taxa que só perde para Madagascar, de acordo com o Banco Mundial) 

Como pelas novas regras do Banco Central concessionárias de telefonia, energia elétrica, gás e água também poderão inscrever seus clientes automaticamente no cadastro, aumentando a base de informações do histórico de pagamento de 30 para 100 milhões de pessoas, a expectativa é que os bancos reduzam o spread para algo em torno de 10% em cinco anos.

Faria Lima destacou ainda que o Cadastro Positivo tornará a análise de risco de cada consumidor ou empresa mais justa, pois reduzirá as restrições por ausência ou desconhecimento de histórico financeiro.

“Isso favorece especialmente as PMEs, que são as que enfrentam mais dificuldade na aquisição de crédito e na contratação de serviços, sobretudo num momento crítico como o do início do negócio – o que para os pequenos do e-commerce pode significar se manter no mercado em vez de engrossar as estatísticas de mortalidade no primeiro ano de vida da empresa”, conclui Leonardo Palhares, presidente da camara-e.net e sócio do Almeida Advogados.

Fundada em 2001, a camara-e.net é.a uma entidade brasileira multissetorial da América Latina e de representatividade na economia digital no País, formando consenso no segmento perante os principais agentes públicos e privados, nacionais e internacionais e promovendo o desenvolvimento dos negócios on-line no Brasil. Em seu quadro de associados, a camara-e.net conta com os mais importantes players do comércio eletrônico, entre eles empresas de infraestrutura, mídias sociais, chaves públicas, meios de pagamento, seguros e e-banking.

Serviço
www.camara-e.net

 

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