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O mundo vive a era do Open Hardware Choice

Bruno Lobo, diretor-geral da Commvault no Brasil, empresa de soluções de backup, recuperação, arquivamento e gerenciamento de dados em nuvem concedeu entrevista para a seção Três perguntas para… da edição de abril de 2019. Esta seção, se caracteriza por iniciar na revista impressa e ter sua íntegra disponível aqui no site de Infor Channel. Acompanhe.

O que há de mais atual em termos de gestão de dados?
A tendência mundial em gestão de dados consiste em uma plataforma convergente definida por software. Esta é capaz de consolidar e simplificar mais de sete disciplinas de gestão de dados em uma única plataforma, o que inclui backup, replicação, disaster recovery, snapshots, arquivamento, search e compliance. A hiperconvergência de gestão de dados já está disponível no mercado, para qualquer tipo ou tamanho de empresa.

Qual a capacidade total para se armazenar dados?
O mercado de armazenamento global está em torno de 1.500 Exabytes. Este mercado está preparado para crescer de acordo com a demanda dos clientes. O ponto fundamental será aplicar as tecnologias já disponíveis para redução e ativação desses dados, trazendo mais inteligência e valor, ou seja, atuar com foco na qualidade desses dados e não na quantidade.

A transformação digital passa pela inteligência de dados? De que forma?
A grande maioria das empresas não aproveita o potencial dos seus dados. Pelo contrário, elas multiplicam e duplicam esses dados em uma escala exponencial, não gerando, portanto, valor algum para o próprio negócio. A oportunidade que está à porta dessas mesmas empresas é a de ativar o potencial dos dados existentes e, ao mesmo tempo, reduzir o volume dos dados duplicados ou redundantes. Muitos definem esse volume de dados como dark data, ou repositório desconhecido. Um exemplo prático de como ativar os dados dessas empresas consiste em indexar e classificar para, então, resolver diversas aplicações de negócios como data analytics e regulatórios, a exemplo da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD. Você conhece seus dados? Esta é uma pergunta que grande parte das empresas não sabe responder. 

Qual o nível de adoção da nuvem nesse segmento?
No Brasil, o nível de adoção da nuvem ainda é baixo, mas com certeza podemos esperar que cresça nos próximos anos. Segundo recente pesquisa da Accenture Brasil, a adoção da nuvem neste segmento está presente em apenas 45% das empresas. No universo da gestão de dados, a nuvem é fundamental, principalmente, para retenção de dados de longa duração para fins regulatórios. O desafio será o alinhamento gradativo dos custos da nuvem pública frente às estruturas internas (on-premises). O volume de vendas e competitividade entre as ofertas irão contribuir para a redução do custo final para os clientes.

5 – Cada vez mais os dados são preciosos para corporações. Como usá-los de forma que garantam maior competitividade?
A primeira medida a tomar é conhecer seus dados. Em seguida, é necessário ativá-los. Estes são dois grandes desafios que ajudam as empresas a criar seus diferenciais competitivos. Em outras palavras, fazendo uma analogia, as empresas precisam transformar o ‘petróleo bruto’ em ‘gasolina’ e outros ‘derivados’ para que usufruam do valor de seus dados.

6 – E do lado dos usuários que têm seus dados usados pelas empresas. Como fica a privacidade?
O Brasil está avançando nessa direção e a LGPD é uma resposta para essa questão. As empresas deverão se adequar, não apenas para atender às questões governamentais, mas para manter seus clientes e parceiros de negócios. Será uma reação em cadeia. Todos os elos da corrente estarão envolvidos, contribuindo para a aplicação da garantia à privacidade de seus dados pessoais.

8 – Nesse sentido, qual a tendência do hardware?
Dados não existem sem o hardware de armazenamento e nuvem é um conceito criado para abstrair uma infraestrutura que está fora do data center local. A tendência é a definição por software e não mais por hardware. Significa dizer que a inteligência da gestão desses dados está na camada de software e não mais embarcada e proprietária ao hardware. Estamos na era do Open Hardware Choice.

9 – Quais as soluções da Commvault no Brasil?
No Brasil, a Commvault atua com foco em três áreas: proteção de dados, gestão de dados em nuvens e compliance. A proteção de dados é a mais tradicional e conhecida. Estamos avançando bastante em gestão de dados na nuvem, onde temos mais de 600 Petabytes de clientes em diversas nuvens públicas, como Azure e AWS. A mais recente oportunidade está sendo a área de compliance ou Activate, onde endereçamos duas grandes demandas no Brasil: ativar seus dados, a fim de trazer valor ao negócio e resolver a nova questão da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, a LGPD.

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