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É preciso repensar a maneira como armazenamos dados

Os dados são a nova força vital da economia e combustível para a inovação. Com insights de dados com potencial para transformar praticamente todos os setores – desde Saúde até a Manufatura – não é segredo que empresas, empreendedores e visionários estão buscando nos dados a força para avançar em seus respectivos setores, com recursos de Inteligência Artificial – IA  e Machine Learning atuando como catalisadores.

Embora os profissionais do setor continuem otimistas, grande parte das empresas precisará repensar a maneira como visualiza e armazena dados. Hoje, os dados não são facilmente acessíveis e, portanto, a empresa não tem a capacidade de extrair seu real valor. A maioria armazenou seus dados em “cofrinhos virtuais” ou bancos de dados que se acumularam ao longo dos anos.

Uma metáfora interessante são as crianças pequenas que gostam de guardar todo o dinheiro que ganham em um cofrinho. Depois de alguns meses, no entanto, percebem que é difícil sair com o cofrinho para brincar. O dinheiro então fica trancado até que elas tomem a decisão do que fazer – manter o cofrinho cheio ou quebrá-lo. E nenhuma das opções é a ideal.

A situação ilustra bem como as empresas lidam com o armazenamento de dados. Essas crianças, assim como a maioria das empresas, tem uma escolha difícil a fazer para conseguir o resultado que procuram. Enquanto as crianças decidem seu próximo passo, uma coisa é certa para as empresas – uma abordagem de dados em que estes estão bloqueados cria mais problemas do que soluções. Dessa maneira, os dados se transformam no ativo mais caro de uma empresa em vez de ser o capital mais valioso.

Embora essa analogia represente a maneira como vemos o armazenamento de dados hoje, há abordagens que as empresas podem adotar para lidar com bloqueios nos bancos de dados. Primeiro, precisam selecionar um modelo de armazenamento que permita que os dados sejam facilmente extraídos e analisados. Um caminho a considerar é a implementação de um hub de dados na infraestrutura, que permite que os mesmos sejam livremente compartilhados e entregues em qualquer infraestrutura ou aplicativo em tempo real.

Em segundo lugar, as empresas precisam analisar como medem a eficiência do armazenamento de dados. Uma métrica utilizada por profissionais da indústria nos últimos anos foi “dólar por gigabyte” de dados. Porém, a necessidade atual de extrair e agir sobre dados rapidamente criou um ambiente de negócios em que o custo por gigabyte não é uma métrica viável para medir o sucesso.

Em vez disso, as organizações devem ver a eficiência do armazenamento de dados com uma lente orientada a resultados. Essa mudança de foco as beneficia diretamente porque o valor real dos dados é agora gerado pela simplificação e aceleração do fluxo, e não pelas complexidades no processo de armazenamento ou custo do meio físico de armazenamento.

Embora o aproveitamento integral dos bancos de dados, arquitetado durante a trajetória de uma empresa, pareça ser um grande empreendimento, os benefícios valem o tempo e o esforço. A utilização de dados “quentes” permitiu que as indústrias revolucionassem métodos tradicionais e fornecessem serviços excepcionais aos usuários finais. A área de Saúde oferece um ótimo exemplo, onde os pioneiros estão utilizando a inteligência artificial na análise do câncer. Os estudiosos estão agora treinando tecnologias de IA para se concentrar em imagens digitais de lâminas de biópsia de câncer, algumas coletadas há mais de 30 anos, para ajudar os médicos a diagnosticar doenças.

Este é um momento excepcional para viver e trabalhar com dados. Não houve um período comparável na história em que os dados, que tradicionalmente viviam no departamento de TI, agora ajudam exploradores de petróleo a receber insights detalhados enquanto medem milhares de metros cúbicos abaixo do solo ou ajudam um carro a circular pelas ruas sem intervenção humana. Para concretizar essas evoluções, as empresas precisam analisar com atenção os processos de armazenamento e garantir que seus dados sejam acionáveis. Por isso, confirmar a disponibilidade dos dados e a capacidade de ação é o primeiro passo para as empresas evoluírem seus negócios, gerando valores inovadores.

Por Wilson Grava, vice-presidente da Pure Storage para América Latina

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