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David Blake, Luiza Trajano e Don Tapscott encerram 2º dia da HSM Expo 2018

As atividades do período da tarde do segundo dia da HSM Expo 2018, evento que acontece até 7 de novembro em São Paulo, tiveram início com um momento dedicado à parceria com o Hospital Sírio Libanês. O painel “Depressão e burnout: doenças do trabalho” recebeu Wagner Gattaz, diretor do Laboratório de Neurociências, professor titular e presidente do conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP.
Gattaz apresentou ao público alguns dados sobre saúde mental: em 2010, calculava-se que as doenças mentais causariam uma perda de U$ 2 trilhões para a economia global. Oito anos depois, o cenário é ainda mais preocupante: para os próximos 12 anos, está prevista uma perda de U$ 16 trilhões, número que reflete diretamente nas empresas.
O médico defende, portanto, que as organizações trabalhem de maneira preventiva, com incentivo à autonomia e participação dos colaboradores e com criação de programas de atenção para aqueles que já apresentam os sintomas da depressão. “O retorno do investimento em saúde mental é rápido, praticamente imediato. Uma força de trabalho mentalmente saudável é um bom negócio para a empresa. Aumenta a produtividade, diminui absenteísmo, turnover, reduz custos médicos. Acima de tudo, cuidar da saúde mental é um ato humano”, finaliza.
Educação corporativa
David Blake, co-fundador da Dregreed e autor do livro “The Expertise Economy”, esteve na segunda sessão do período da tarde para falar como as empresas mais inteligentes usam o aprendizado para engajar, competir e ter sucesso.
De acordo com o executivo, as organizações precisam entender que o aprendizado deve acontecer de forma holística. “A informação agora é abundante e acessível. Portanto, é preciso criar um modelo baseado em competências e habilidades que vão além de notas e instituições”, explica.
Nesse sentido, o empreendedor defende a seguinte máxima: as pessoas que têm as habilidades corretas serão infinitamente empregáveis e as organizações que têm colaboradores com tais habilidades terão sempre vantagem competitiva. “Para isso, as empresas precisam aderir ao formato moderno de aprendizagem, que pode seguir três passos básicos: identificar quais são as habilidades, interesses e metas do funcionário; checar em qual estágio ele está nessa jornada e onde ele quer chegar; descobrir qual é a distância mais curta entre esses dois pontos. Não existe uma fórmula que se adapta a todos. Deve ser um processo customizado”, aponta.
Varejo
Para compartilhar com o público um pouco sobre a história de sucesso de um dos maiores varejistas do Brasil e um dos protagonistas do comércio eletrônico nacional, Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza e Frederico Trajano, CEO do Magazine Luiza, lideraram o painel seguinte.
“O que segura uma empresa é ter um propósito muito claro”, foi com essa afirmação que Luiza iniciou sua fala na HSM Expo 18. A executiva relembrou o processo de criação da empresa, que aconteceu em Franca, cidade no interior do estado de São Paulo, na década de 70. Com base em toda essa trajetória, ela alertou os executivos da plateia: “As empresas precisam desenvolver capacidade de aprender e consciência de formar seus colaboradores”. A executiva ressaltou, ainda, a importância da governança corporativa e da formalização para empresas que querem crescer.
Frederico Trajano, por sua vez, apresentou ao público sua missão desde que assumiu como CEO do Magazine Luiza: transformar a empresa em uma plataforma digital com ponto físico e calor humano. Ele persegue tal objetivo a partir de cinco pilares: multicanalidade; inclusão digital; digitalização das lojas físicas; cultura digital e plataforma digital. “Assumi meu cargo em uma empresa que nunca teve medo de se reinventar. Quem não inventar o futuro será engolido por ele”, resume o executivo. Hoje, o e-commerce do Magazine Luiza responde por 33% das vendas totais da empresa.
Com o objetivo de expandir o potencial da empresa, a companhia abriu a plataforma digital viabilizando que outros players usem sua estrutura digital.
Otimista, Luiza encerrou o painel reforçando a necessidade aprender, se reciclar e se reinventar. “A loja física não irá acabar, não se preocupem. O que vai acontecer é a mudança, a reinvenção dessa plataforma. E nós, como empreendedores, devemos acompanhar esse processo”, completou a executiva, que, ao final da sessão, foi ovacionada de pé por uma plateia com cerca de 5 mil executivos.
Finanças
Don Tapscott, CEO do Tapscott Group e uma das maiores autoridades mundiais no impacto da tecnologia nas empresas e na sociedade, encerrou as atividades de terça-feira (5). “A tecnologia está em todos os processos de negócios, todas as empresas precisam se tornar digitais. Me convenci de que a base para essa nova era da tecnologia é o blockchain”, compartilhou o executivo na abertura do painel “Blockchain revolution: como a tecnologia por trás do bitcoin está mudando o dinheiro, os negócios e o mundo”.
O estudioso explicou que o blockchain poderia eliminar cada um dos processos feitos pelos bancos, mas isso não vai acontecer porque até as instituições financeiras tradicionais estão se reinventando, pois entendem que essa nova era é uma oportunidade e não uma ameaça.
Tapscott explicou, ainda, que o ambiente do blockchain vai muito além das criptomoedas. “Existem tokens que representam contratos, tokens de utilidade, de segurança, de iniciativas sustentáveis. O blockchain possibilita até mesmo redução no custo de pesquisa e contratação de uma empresa”, conta. “O mundo físico está se tornando animado e não se trata apenas de uma comunicação entre dispositivos, mas de transações entre eles”, completa.
Serviço: HSM Expo 2018
Quando: 5, 6 e 7 de novembro
Horário: Das 8h às 19h30
Local: Transamérica Expo Center em São Paulo – Avenida Doutor Mário Vilas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro

Sobre a HSM
Empresa de experiências educacionais transformadoras e conteúdo de excelência em gestão, organizada como uma plataforma que potencializa a conexão de pessoas e organizações.

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