Tecnologia

Furukawa investe em nova tecnologia de fibra óptica para data centers

Nova tecnologia oferece uma nova forma de transmissão, que permite ampliar a capacidade e, ao mesmo tempo, reduzir a infraestrutura dos data centers

Os sistemas de fibra óptica multimodo hoje se apresentam como a melhor solução, em termos de custo-benefício, para os data centers que demandam cada vez mais capacidade e velocidade de transmissão de dados, para atender às necessidades de aplicações como streaming de vídeo e serviços na nuvem (cloud), entre outras. Nesse cenário, uma nova tecnologia – na qual a Furukawa vem investindo – oferece uma nova forma de transmissão, que permite ampliar a capacidade e, ao mesmo tempo, reduzir a infraestrutura dos data centers.

 Fibras OM5 viabilizam a utilização de equipamentos para sistemas com velocidades de 200 Gbps e 400 Gbps, que deverão estar disponíveis no mercado no futuro próximo

Essa é a principal vantagem das novas fibras multimodo categoria OM5, que suportam vários comprimentos de onda. Desenvolvidas para aplicações Wideband Laser-Optimized Multimode (padrão normatizado pela TIA 492AAAE), as fibras OM5 viabilizam a utilização de equipamentos para sistemas com velocidades de 200 Gbps e 400 Gbps, que deverão estar disponíveis no mercado no futuro próximo.

“Nas fibras multimodo OM5, é possível utilizar até quatro comprimentos de onda, entre 850nm e 950nm, ao mesmo tempo”, explica o engenheiro Luiz Henrique Zimmermann Felchner, gerente de aplicações da Furukawa. “Esse recurso é propiciado pela tecnologia SWDM (Shortwave Wavelength Division Multiplexing), que traz uma nova forma de transmissão sobre fibras ópticas multimodo. O conceito é equivalente ao do DWDM (Dense Wavelength Division Multiplexing) para fibras ópticas monomodo”, acrescenta.

Com o aumento da capacidade de banda da fibra OM5, transmissões de 40 Gbps ou 100 Gbps podem ser feitas por meio de um único par de fibras, utilizando comprimentos de onda diferentes. “Uma aplicação 100GBASE-SWDM4, por exemplo, pode realizar quatro transmissões de 25 Gbps por um par de fibras, em comprimentos de onda distintos. Isso significa uma redução de quatro vezes na quantidade de fibras ópticas necessárias, menor uso da infraestrutura e maior facilidade de gerência”, conclui Felchner.

Segundo ele, já está em estudo no IEEE a aplicação de 400 Gbps utilizando dois comprimentos de onda (850nm e 918nm).

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