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Fake news compromete segurança corporativa. Saiba evitar

Notícias falsas podem ser usadas por hackers para obter informações de acesso junto a funcionários desavisados

A propagação de notícias falsas via internet, as chamadas fake news, anda incomodando muita gente. Tim Cook, o CEO da Apple, chamou o fenômeno de um dos males da atualidade e chegou a ponto de afirmar que elas “estão matando a mente das pessoas”.

“Links maliciosos disfarçados em notícias falsas, normalmente muito chamativas, também podem vir na forma de mensagem, via Whatsapp ou Facebook Messenger”, Gláucia Civa Kirch

Compartilhadas via redes sociais, via aplicativos de mensagens, blogs alternativos de notícias e até mesmo por e-mail, fake news estão afetando a opinião pública e ofuscando os veículos oficiais de comunicação. Tanto que a mídia social mais utilizada no mundo, o Facebook, passou a implementar mecanismos internos para coibir a distribuição deste tipo de conteúdo, e o fact checking virou um nicho de mercado.

A análise é da especialista em Comunicação e Marketing Digital, Gláucia Civa Kirch. “Os males vão além: as fake news também podem representar ameaças, minando a segurança da informação de empresas de todos os setores”, afirma a executiva, que é CEO da Aceká Marketing Digital.

O perigo, segundo ela, pode estar em um simples e-mail – então nem adianta achar que suspender acesso às redes sociais vai resolver o problema. Notícias falsas podem ser usadas por hackers para obter informações de acesso junto a funcionários desavisados. Então, uma newsletter com o nome e layout de um site conhecido, porém com manchetes falsas, pode conter um alto risco às redes da empresa.

A especialista ressalta que fake news também podem atrair colaboradores a clicar em um link com malware, expondo a estrutura de TI das empresas. “Isso também vale para funcionários que usam dispositivos móveis da organização. Links maliciosos disfarçados em notícias falsas, normalmente muito chamativas, também podem vir na forma de mensagem, via Whatsapp ou Facebook Messenger”, comenta Gláucia.

A CEO salienta que em todos os casos citados, além de explorar as vulnerabilidades da empresa atingida, também existe a possibilidade de que outros contatos, de outras organizações, possam ser afetados. O motivo é que boa parte dos malwares colocados em fake news têm no código a habilidade de se propagar para a lista de contatos de quem abriu o link.

“O pior de tudo é que os criminosos estão bons em fazer títulos que chamam a atenção dos usuários. Mesmo assim, é possível combater estes perigos, e não se trata unicamente de ter os melhores softwares de segurança – isso é, lógico, fundamental, mas a principal dica é estabelecer boas práticas e educar os colaboradores para manter uma conduta segura em seu cotidiano”, ressalta a executiva.

– Desconfie de notícias com manchetes apelativas. Elas podem ser falsas ou, na melhor das hipóteses, não passam de caça-cliques, então poupe seu tempo.

– Se desconfiar da notícia, cheque em sites e grandes portais nos quais confia para confirmar se o conteúdo é verdadeiro.

– As ameaças também podem aparecer na forma de ofertas. Desconfie se os preços estiverem muito abaixo do praticado no mercado.

– Na dúvida, não compartilhe. Evite passar adiante informações que você não tem certeza que são verdadeiras, por mais interessantes que possam parecer. Assim você evitará a distribuição de inverdades capazes de causar danos a pessoas e empresas.

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