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Uma tecnologia de processamento de linguagem natural que transforma em transação financeira um comando de voz, em português, dado pelo usuário em seu celular.

Uma tecnologia de processamento de linguagem natural que transforma em transação financeira um comando de voz, em português, dado pelo usuário em seu celular. Essa é uma das soluções inovadoras que estão sendo apresentadas no Banco Scopus, uma das atrações do estande da Scopus no Ciab FEBRABAN 2018, que se realiza nesta semana no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

“A ideia de criar um aplicativo, com o nome de Banco Scopus, foi reunir e tangibilizar as pesquisas sobre tecnologias emergentes realizadas na Scopus, em parceria com centros de pesquisas e universidades, visando criar transações financeiras mais fáceis, convenientes e seguras”, afirma Reginaldo Arakaki, responsável pela área de Inovação da Scopus. “É o caso, por exemplo, da Inteligência Artificial, do Blockchain e do Open Banking, que vai trazer mais agilidade à inovação dos serviços financeiros”, acrescenta.

No caso do processamento de linguagem natural – uma das áreas da Inteligência Artificial (IA) em que a Scopus vem trabalhando -, a aplicação em demonstração no Ciab permite que o cliente do banco realize transferências entre contas ou o pagamento de boletos por meio de comandos de voz (ou texto) enviados do celular, em português e de forma segura. Por exemplo, no dia 12 de junho (de 2018), o usuário “diz” para o celular: “Transferir 20 reais para a conta de Fulano amanhã”. Na tela do aparelho, aparecem automaticamente os dados da transação: “Transferência – R$ 20,00 – agência xxx conta yyy – Fulano – em 13/06/2018”.

Outra área importante da IA é a tecnologia de processamento de imagens, que será apresentada no Banco Scopus em uma aplicação de abertura de conta. A partir da foto de um documento (como a CNH) tirada com a câmera de um celular, a tecnologia desenvolvida pela Scopus extrai os dados necessários para a abertura da conta do novo cliente – nome, data do nascimento, número do RG, CPF, etc. Além disso, compara a foto do usuário tirada na hora (também com o celular) com a existente no documento, para comprovar a identidade. “Utilizamos técnicas de deep learning (aprendizado de máquina) para viabilizar a automatização da extração de informações de diferentes tipos de documentos”, explica Arakaki.

Blockchain, criptografia e microsserviços

A segurança das transações, combinada com a privacidade dos dados, é um dos diferenciais importantes das soluções apresentadas no Banco Scopus. Uma delas é a Prova de Conhecimento Zero nas transferências interbancárias, que tem como base o conceito de Blockchain. Nesse caso, a validação das transferências, atualmente feita por um organismo central, poderia ser atribuída aos diversos bancos que constituem o sistema nacional de pagamentos. “Com a tecnologia de Prova de Conhecimento Zero, as transferências podem ser validadas de forma descentralizada por todos os bancos, sem que eles conheçam os valores das transações”, afirma Arakaki.

Além disso, com a criptografia homomórfica, resultado de anos de pesquisas aplicadas conduzidas pela Scopus, resultados importantes também foram obtidos – e concretizados no Banco Scopus. “Não basta proteger dados durante a comunicação, como nas soluções atuais; é preciso proteger também o processamento sobre dados criptografados. Isso pode fazer toda a diferença nas decisões sobre a adoção de plataformas em cloud”, diz.

A arquitetura por trás do Banco Scopus é a de microsserviços, que propicia elasticidade e agilidade à oferta de serviços. E o DevOps é a prática adotada pela área de desenvolvimento da Scopus para automatizar esse processo. Além disso, a empresa adota o conceito de Open API (interface de programação aberta), o que facilita a integração de aplicativos de terceiros aos serviços do banco. “A combinação de microsserviços, DevOps e Open API é essencial para dar flexibilidade e agilizar a inovação das aplicações financeiras”, conclui Reginaldo Arakaki.

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