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2018: Data center de 4ª geração, Edge Computing e Colocation

Em documento, Vertiv destaca a dependência crescente do Edge Computing e a importância do Colocation como fator de desenvolvimento

Os data centers de próxima geração existirão além dos formatos tradicionais, integrando de forma plena instalações de base com unidades de Edge Computing missão crítica, mais inteligentes. Esses data centers de 4ª geração estão em ascensão e vão se tornar o modelo das redes após 2020. A chegada desses data centers dependentes do Edge Computing é uma das cinco tendências de data centers para 2018 identificadas pelo painel global de especialistas da Vertiv, anteriormente conhecida como Emerson Network Power.

“O Edge Computing não deixa de ser um grande desafio a todos do mercado e, com certeza, a velocidade de adequar infraestrutura e os conceitos de como processar dados serão chaves”, Rafael Garrido

“IoT é uma realidade e, com isto, a necessidade da melhoria da latência de dados faz com que o mercado de Edge Computing seja uma tendência forte para 2018 e nos próximos anos.”, afirmou Rafael Garrido, General Manager da Vertiv Brasil. “O Edge Computing não deixa de ser um grande desafio a todos do mercado e, com certeza, a velocidade de adequar infraestrutura e os conceitos de como processar dados serão chaves. Ainda faltam importantes definições de arquiteturas e sistemas a serem adotados, mas a premissa de um serviço confiável e com a latência necessária deve ser a prioridade.”

As previsões anteriores da Vertiv identificaram tendências associadas aos serviços em nuvem, aos sistemas integrados, à segurança das infraestruturas e muito mais. Abaixo estão descritas as cinco tendências que deverão afetar o ecossistema dos data centers em 2018:

  1. O surgimento dos data centers de 4ª geração: quer se tratem dos tradicionais armários de rede ou de microdata centers de 150 metros quadrados, as organizações estão se apoiando cada vez mais no Edge Computing. Os data centers de 4ª geração integram o extremo e o núcleo da rede de forma abrangente e harmoniosa, elevando essas novas arquiteturas de rede além do modelo de simples redes distribuídas. Isso está acontecendo devido às novas arquiteturas, que fornecem capacidade em tempo quase real em módulos rentáveis e escaláveis. Essas arquiteturas utilizam soluções térmicas otimizadas, fontes de alimentação de alta densidade, baterias de íon de lítio e unidades de distribuição de energia avançadas. As tecnologias de monitoramento e gestão avançadas conjugam isso tudo, permitindo que centenas ou até mesmo milhares de nós de rede distribuída atuem em conjunto. O resultado é a redução da latência e dos custos iniciais, o aumento das taxas de utilização, a eliminação da complexidade e facilitar que as organizações adicionem capacidade de TI conectada à rede quando e onde precisarem.
  1. Os fornecedores de serviços em nuvem aderem aos serviços de Colocation: a adoção dos serviços em nuvem está acontecendo tão rápido que, em muitos casos, os fornecedores de serviços em nuvem não conseguem acompanhar as necessidades de capacidade. Na verdade, alguns preferem nem tentar. Eles preferem se concentrar no fornecimento dos serviços e em outras prioridades em vez de se focar nas novas configurações de data centers. Neste quadro, acabam se voltando para os fornecedores de instalações compartilhadas para satisfazer suas necessidades de capacidade. Com o foco na eficiência e na escalabilidade, as instalações de Colocation são capazes de satisfazer essa necessidade rapidamente, com custos reduzidos. A proliferação de Colocation também permite que os fornecedores de serviços em nuvem selecionem parceiros de serviços de instalações compartilhadas em localizações que correspondam às necessidades do usuário final, podendo operar como instalações de Edge Computing. Em resposta, os serviços de Colocation estão proporcionando aos serviços em nuvem parte dos seus data centers ou instalações completas, ambiente construído de acordo com as especificações dos serviços em nuvem.
  1. Reconfiguração da classe média dos data centers: não é segredo nenhum que as maiores áreas de desenvolvimento do mercado dos data centers estão relacionadas com as instalações de grande escala – normalmente, as de fornecedores de serviços em nuvem ou de Colocation – e o Edge Computing. Com o crescimento dos recursos em nuvem e de Colocation, os operadores de data centers tradicionais agora têm a oportunidade de repensar e reconfigurar as instalações e recursos que continuam sendo fundamentais para as operações locais. As corporações com vários data centers vão continuar consolidando os seus recursos internos de TI. É provável que essas empresas transfiram o que puderem para a nuvem ou para os provedores de Colocation, enquanto reduzem e utilizam configurações de implementação rápida, com a capacidade de adaptação rápida. Essas novas instalações terão menores dimensões, mas serão mais eficientes e seguras, com elevada disponibilidade – em conformidade com a natureza de missão crítica dos dados que essas organizações pretendem proteger. Nas partes do mundo em que o processo de adoção dos serviços em nuvem e de instalações compartilhadas é mais lento, é possível que as arquiteturas de nuvem híbridas sejam o próximo passo. Isso deverá consolidar e dar segurança aos recursos de TI privados, agora em uma nuvem pública ou privada. Esse movimento será feito de maneira a reduzir os custos e gerenciar os riscos.
  1. A alta densidade (finalmente) chegou: a indústria dos data centers já prevê um pico de densidades de energia para racks há uma década. Na melhor das hipóteses, no entanto, esse aumento tem sido incremental. Isso está mudando. Apesar de densidades de 10 kW por rack continuarem sendo a regra, as implementações de 15 kW não são raras em instalações de grande escala – algumas estão se aproximando dos 25 kW. Por que agora? A introdução e adoção generalizada de sistemas de informação  altamente integrados é o fator principal. Os serviços de instalações compartilhados valorizam a disponibilidade de espaço nas suas instalações, e as densidades elevadas de racks podem proporcionar o aumento das receitas. Adicionalmente, os avanços tecnológicos de servidores e chips com o objetivo de poupar energia não conseguem impedir a marcha inevitável rumo à alta densidade. No entanto, há motivos para se acreditar que a adoção generalizada das altas densidades pode ser mais lenta do que o inicialmente previsto. As densidades significativamente mais elevadas podem alterar fundamentalmente a forma como os data centers funcionam. Isso pode afetar desde a infraestrutura de energia à forma com as organizações resfriam os ambientes de densidade mais alta. A alta densidade está chegando, mas teremos de esperar, pelo menos, até o final de 2018.
  1. O mundo reage ao Edge Computing: à medida que mais empresas deslocam a computação para o extremo das suas redes, torna-se necessária uma avaliação crítica das instalações que acomodam esses recursos de Edge Computing e da segurança e propriedade dos dados nelas contidos. Isso inclui o design físico e mecânico, a construção e segurança das instalações de extremo da rede, bem como questões complicadas relacionadas com a propriedade dos dados. Os governos e as entidades reguladoras de todo o mundo terão o desafio crescente de ponderar e intervir nessas questões. Transferir dados para todo o mundo, para a nuvem ou instalações de base, e de volta para análise é muito lento e incômodo. Cada vez mais clusters de dados e capacidades analíticas, portanto, são alojadas no Edge Computing – um extremo da rede que reside em cidades, estados e países diferentes dos da sede corporativa. Quem é o proprietário dos dados e o que lhes é permitido fazer com eles? O debate continua aberto, mas em 2018 poderemos observar o avanço dessas conversas no sentido da tomada de ações e medidas.

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