book_icon

Padrões LTE viabilizam implantação massiva da Internet das Coisas

Relatório da 5G Americas aponta que MIoT tem potencial de conectar dezenas de bilhões de dispositivos e máquinas e tecnologias necessárias devem ser definidas com parte dos padrões para a LTE e a futura 5G
Padrões LTE viabilizam implantação massiva da Internet das Coisas

Em novo relatório sobre progresso em direção à IoT Celular 5G, a 5G Americas aponta que a expansão ainda mais rápida dos mercados de wearables, saúde, veículos conectados, além da criação de uma Internet das Coisas muito maior, serão as principais fontes de crescimento do setor de telecomunicações e a próxima geração de tecnologias.

“No futuro, a IoT deve apresentar muitos casos de uso e o mercado está caminhando para a implementação Massiva da IoT e soluções ainda mais avançadas, que podem ser classificadas como IoT Crítica”, Vicki LIvingston

Os vários casos de uso da IoT requerem novas tecnologias e já se discute no sobre uma implementação Massiva da Internet das Coisas (MIoT), fazendo referência a potencial de conectar dezenas de bilhões de dispositivos e máquinas.  Segundo a empresa, as tecnologias necessárias devem ser definidas com parte dos padrões para a LTE e a futura 5G.

“Alguns provedores de serviços celulares dos EUA já estão agregando mais conexões IoT do que conexões de telefonia móvel. A 3GPP está definindo padrões para a implementação bem-sucedida de uma grande variedade de serviços em vários setores, contribuindo para o sucesso crescente entre consumidores e no setor empresarial,” disse Jean Au, Gerente de Pessoa, Marketing Técnico da Qualcomm Technologies e um cos autores do relatório Progresso da LTE Levando a Implementação Massiva da Internet das Coisas, da 5G Americas.

Hoje, tecnologias como Redes Amplas de Baixa Potência (Low-Power Wide-Area – LPWA) já estão ganhando mais atenção e tecnologias celulares como a LTE-M (Màquina) e IoT de Banda Estreita (Narrowband-IoT – NB-IoT) serão os principais padrões da LPWA até 2020. As operadoras podem escolher entre várias tecnologias celulares da IoT (CIoT) de acordo com seu estoque de espectro, as redes existentes e os requisitos de seus serviços.

A LTE-M é o nome comercial da tecnologia aprimorada LPWA Comunicação Tipo Máquina (enhanced Machine-Type Communication – eMTC), publicada no Release 13 da 3GPP, ao lado da NB-IoT. Ambas as tecnologias devem evoluir em releases futuros. As tecnologias são suportadas pela grande maioria das principais fabricantes de dispositivos móveis e podem coexistir com redes 2G, 3G e 4G. As tecnologias também aderem aos padrões da 3GPP e podem operar em espectro não licenciado, oferecendo grandes vantagens sobre as tecnologias IoT não celulares, e oferecem recursos técnicos como segurança de nível de operadora.

Em termos genéricos, as tecnologias IoT devem ser de baixo custo e garantir eficiência energética, cobertura ampla e escalabilidade (a capacidade de suportar um grande número de máquinas conectadas em uma única rede). No Release 13 da 3GPP, a eMTC e a NB-IoT atendem aos requisitos genéricos da IoT; elas podem operar em banda ou na banda de guarda; com custo e complexidade reduzido do dispositivo; a capacidade de suportar uma grande quantidade de dispositivos IoT em rede; e maior vida útil de suas baterias.

Em 2017, o 3GPP Release 17 está introduzindo mobilidade mais avançada, Voz-sobre-LTE (Voice-over-LTE – VoLTE), suporte para maior velocidade de transmissão de dados, transmissão aprimorada de Multicast Downlink, geoposicionamento mais preciso e outras inovações para a CIoT.

“A tecnologia 4G evoluiu com a proliferação de dispositivos, a banda exigida por aplicativos móveis, o acesso dinâmico às informações e a 5G deve crescer em função dos aplicativos da IoT”, disse Vicki LIvingston, Chefe de Comunicações da 5G Americas.  “No futuro, a IoT deve apresentar muitos casos de uso e o mercado está caminhando para a implementação Massiva da IoT e soluções ainda mais avançadas, que podem ser classificadas como IoT Crítica”.

De um lado temos uma escala massiva, ou seja, pelo menos 1 milhão de dispositivos por quilometro quadrado, de acordo com a definição da 3GPP, as redes móveis devem suportar os dispositivos mais simples, que comunicam-se com menos frequência com ainda mais eficiência e apresentar ultraeficiência energética, para garantir que suas baterias tenham uma vida útil de 10. Além disso, os dispositivos também devem ser de baixo custo, com consumo reduzido de energia e boa cobertura.

Do outro lado são os aplicativos da IoT Crítica, que devem oferecer alta confiabilidade, disponibilidade e baixa latência, características que podem ser viabilizadas pela LTE ou 5G. Vários fatores, entre as quais o custo decrescente dos modems, a evolução das funcionalidades LTE e os recursos da tecnologia 5G devem aumentar as possíveis aplicações da IoT Crítica. Mesmo assim, existem vários casos de uso situados entre esses dois extremos e que já estão operando com conectividade 2G, 3G ou 4G.

“A IoT depende da conectividade de rede e já temos muitas tecnologias de acesso. Ao mesmo tempo, com tantos casos de uso, ambientes e necessidades diferentes, nenhuma tecnologia ou padrão de conectividade será capaz de servir todos os casos de uso. É aqui que o desenvolvimento de múltiplos padrões celulares 3GPP pode ser útil para o mercado no futuro. A 3GPP está acompanhando o crescimento da IoT para atender a essas demandas”, disse Chris Pearson, Presidente da 5G Americas.

5G

IoT

LTE

MIoT

Tecnologia

Telecom

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicados refletem exclusivamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da Infor Channel ou qualquer outros envolvidos na publicação. Todos os direitos reservados. É proibida qualquer forma de reutilização, distribuição, reprodução ou publicação parcial ou total deste conteúdo sem prévia autorização da Infor Channel.