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Instituto Campus Party inaugura Laboratório de Robótica e Cultura Digital

Batizado de Laboratório de Robótica e Cultura Digital de Canudos, a ação prevê ensinar mais de 100 estudantes nas áreas da computação, modelagem 3D e programação básica

A partir de 5 de outubro de 2017, aniversário de 120 anos do massacre de Canudos, o município baiano passa a ser oficialmente o primeiro polo do projeto de inclusão digital para jovens carentes capitaneado pelo Instituto Campus Party.

Canudos é o primeiro município baiano a ser contemplado no projeto de inclusão digital para jovens carentes

O laboratório de robótica e cultura digital foi idealizado por Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party, que doou todos os materiais, como solda, voltímetros, ferramentas, motores, lâmpadas LED, condutores, placas Arduino, além de óculos 3D, impressora profissional 3D, um robô, um drone e uma placa solar. O projeto conta com a Use Telecom, que disponibilizou internet de alta qualidade e, também, com a coparticipação da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Batizado de Laboratório de Robótica e Cultura Digital de Canudos, a ação prevê ensinar mais de 100 estudantes nas áreas da computação, modelagem 3D e programação básica. A iniciativa possui o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), responsável pela doação de 40 computadores reciclados e de primeira linha. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado da Bahia (SECTI) ainda garantiu o traslado para os professores à frente do projeto.

Para Vinicius Melo, jovem de 15 anos e um dos professores do laboratório, a iniciativa é de extrema importância para que esse conhecimento de programação eletrônica chegue a um número maior de pessoas. “Só construí o conhecimento que eu possuo hoje, que possibilitou que eu mudasse a minha vida, com o apoio e o ensinamento de diversas pessoas que conheci. Estou muito feliz de poder passar adiante tudo que já aprendi e fazer com que esse conhecimento se multiplique”.

Este é um dos legados que a primeira edição da Campus Party deixa para o território baiano em termos de fomento à educação e inovação tecnológica. Segundo ele, a intenção é tornar a educação democrática. “Pensamos, no futuro, em expandir este projeto na criação de laboratórios locais para as novas turmas que deverão chegar”, acrescenta o presidente do Instituto.

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