Entrevistas

Simpress: Outsourcing de impressão atinge maturidade no Brasil

Segundo Paulo Theophilo Moreira, oferta se adaptou para um modelo que agrega serviços e personalização da solução ao cliente

Em épocas de transformação digital, a Simpress vê a adaptação da oferta de outsourcing de impressão e GED (Gestão Eletrônica de Documentos) para um modelo que agrega serviços e personalização da solução ao cliente. Nesse contexto, o indicador para uma boa performance não é mais a página impressa e o GED evolui para ECM (Enterprise Content Management). Segundo Paulo Theophilo Moreira, diretor de Marketing da Simpress, especialmente nas médias e grandes contas, o outsourcing atingiu a maturidade e passa a ser relevante em vários setores e segmentos.

“A transformação digital leva a oferta de outsourcing para um nível de excelência”, Paulo Theophilo Moreira

Há mais de 17 anos no setor, a Simpress possui mais de mil técnicos especializados que promovem atendimento a nível nacional. Atualmente, a companhia administra mais de mil clientes diretos em todo o Brasil. Segundo Paulo, a oferta da empresa desde o início já considerada o modelo de entrega de serviço, o conhecido hoje SaaS. “Desde o começo, a empresa vem desenvolvendo um modelo muito focado não apenas na página impressa mas nos processos da companhia”.

Depois de crescer 35% em 2016 e com projeção de aumentar a receita em 15%, a empresa aguarda os próximos passos para a entrada da HP na operação, que assume os negócios da Samsung oficialmente após a aprovação dos órgãos defesa do consumidor nos diferentes países aonde a área de impressoras da Samsung tinha operações, inclusive no Brasil. A estratégia, que inclui a entrada no mercado B2C, conta com o apoio do canal.

Como está o mercado de outsourcing de impressão no Brasil?

Especialmente nas médias e grandes contas, o outsourcing para a ser relevante e não só na área de impressão, mas em vários setores e segmentos. É um modelo de sucesso que permite a empresa dedicar-se a sua atividade core e deixar que especialistas cuidem de estratégias departamentais. No Brasil, esse modelo foi muito bem aceito. No caso de outsourcing de impressão ele acabou entrando em uma fase de maturidade e ofertas diferenciais passou a ser uma necessidade diária das empresas.

Para onde caminha, na sua opinião, esse mercado?

O futuro é a adoção, por parte das empresas, de maneira massiva do processo. Percebo que as empresas já aceitam e, às vezes, até cedem em alguns pontos para adotar o modelo porque necessitam digitalizar base de dados para poder transformar em processo. A primeira fase de evolução, então, vai ser a adoção massiva dos processos de digitalização, processamento e distribuição da automação. A fase seguinte incorpora serviços a essa plataforma. E isso inclui uma evolução do serviço, que passa a ser cada vez mais automatizado.

Como um prestador de serviço se beneficia com a transformação digital?

O cliente precisa e não adianta somente ter a oferta do serviço. É preciso que ele seja cada vez mais rápido, melhor e eficiente. A Simpress gerencia o seu parque instalado de 100 mil máquinas através do centro de gerenciamento digital que fica em Santana do Parnaíba (SP). Antes, tínhamos pessoas para receber telefonemas, técnicos em campo para contagem de páginas impressas, ou seja, tudo era feito de forma muito manual. Quando temos uma máquina com problemas, ele já consegue nos contatar para “avisar do problema”. Dessa maneira, o SLA para o cliente se torna mais efetivo, menos custoso. Tudo é feito na nuvem, nada corre em hardware. Tudo é feito em ambiente eletrônico.

Como a transformação digital impacta a oferta de outsourcing?

Ela leva a oferta de outsourcing para um nível de excelência. No contexto atual, ela promove um serviço cada vez mais funcional. Chegará um ponto, portanto, que tudo estará online. Aí teremos o serviço absolutamente mobile, tudo funcionando nesse modelo é gerenciamento de impressão será só mais uma feature.

O que mudou com a aquisição da Samsung e como será a mudança com a HP?

Com a Samsung já está consolidado e não houve alteração no trabalho. Continuamos como Simpress na oferta de outsourcing de impressão com foco no canal B2B. A entrada da Samsung proporcionou ainda o início do atendimento ao mercado B2C com a inclusão de varejistas, como Kalunga, por exemplo. O foco era atender o público SoHo. A estratégia com a entrada da HP ainda é sigilosa, mas posso adiantar que continuaremos como prestadores de serviço.

Sobre as iniciativas de canal. Continuam vendendo 100% via parceiros?

Sim. Temos duas frentes aqui. Temos os revendedores atendem ao mercado corporativo, principalmente as empresas de médio e grande porte, e reproduzem o mesmo modelo de oferta da Simpress. Atendemos via resellers especializados empresas de médio para pequeno porte. Temos o canal B2C, que chamamos de distribuidores e que atendem às necessidades do mercado SoHo. Essa ação começou em abril de 2016 e engloba empresas como Kalunga, Golden Distribuidora, por exemplo.

Quais os planos para 2017?

A estratégia para canal para B2B tem a oferta de outsourcing de impressão como fomentador de negócios. Isso foi mantido porque reproduz o modelo da Simpress, que tem nos dado um crescimento anual consolidado. A orientação que damos é que ele deve agregar sempre hardware e serviços na venda, não mais somente outsourcing. A estratégia da companhia é oferecer soluções sustentadas ao mercado. Sem isso, a oferta é box, e box não é o nosso foco. Estamos com um calendário de treinamentos para que o canal tenha um olhar consultivo para que ele possa oferecer o que o cliente precisa. No caso de go to Market, miramos o setor de educação, industrial e saúde. Esses têm puxado bastante a oferta de soluções da Simpress.

 

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