Mercado

Importações de TI e Telecom crescem 39% em janeiro

Levantamento da Abinee constatou que o déficit da balança comercial dos produtos foi 54% superior ao apontado em janeiro de 2016

No mês de janeiro de 2017, o déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 2,19 bilhões, 54% superior ao apontado em janeiro de 2016 (US$ 1,43 bilhão).

De acordo com levantamento realizado pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), o aumento do saldo da balança comercial ocorreu, principalmente, em decorrência do crescimento das importações, que vinham caindo nos últimos dois anos, e pela queda das exportações.

As expectativas de melhora na atividade econômica deverão estimular as importações neste ano

Segundo a Abinee, em janeiro de 2017, as importações de produtos do setor somaram US$ 2,54 bilhões, 39,2% acima das verificadas no mesmo mês de 2016 (US$ 1,82 bilhão). A associação, no entanto, destaca que as importações do mesmo período de 2016 foram muito baixas, em consequência da crise econômica nos últimos dois anos, fez com que as importações reduzissem seu montante pela metade, passando de US$ 3,9 bilhões, em janeiro de 2014, para US$ 1,8 bilhão, em janeiro de 2016.

As expectativas de melhora na atividade econômica deverão estimular as importações neste ano. Conforme sondagem da Abinee, 60% das empresas pesquisadas do setor esperam retomada dos negócios no 1º semestre de 2017.

Já as exportações de produtos eletroeletrônicos, totalizaram US$ 349,3 milhões, 13,0% abaixo das ocorridas em janeiro de 2016 (US$ 401,2 milhões). Essa retração ocorreu em função da queda nas vendas externas de Equipamentos Industriais (-62,6%) e de bens de Informática (-25,8%), uma vez que as exportações de produtos das demais áreas cresceram.

A associação ressalta que a redução nas vendas externas de Equipamentos Industriais sofreu forte impacto da queda de apenas um item: dispositivos de tratamento de materiais por mudança de temperatura que, em janeiro de 2016, apresentou montante muito expressivo e pontual, atingindo US$ 90 milhões. No caso de Informática, destacou-se a redução de 37% nas exportações de cartões inteligentes (“smart cards”).

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