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Cresce a adoção da plataforma cognitiva Watson por parceiros IBM no Brasil

Perspectiva da companhia é que 1 bilhão de pessoas terão contato com a plataforma até 2018

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Watson, plataforma de serviços cognitivos da IBM

A IBM anuncia o aumento na utilização do Watson, sua plataforma de serviços cognitivos na nuvem, por meio do seu ecossistema de parceiros no Brasil. Hoje, qualquer empresa, desenvolvedor ou startup pode ter acesso a tecnologia de computação cognitiva da IBM por meio do IBM Bluemix, onde pode construir sua aplicação utilizando serviços da plataforma e será tarifado a partir de um determinado volume de uso.

“A ideia do programa é sinalizar para o mercado as soluções de primeira linha construídas com o Watson e apoiar nossos parceiros em suas atividades de comunicação e marketing”, David Dias

No mundo, mais de 80 mil desenvolvedores já estão utilizando serviços do Watson em cloud e 500 startups construíram aplicações baseadas nessas soluções. A perspectiva da IBM é que 1 bilhão de pessoas terão contato com a plataforma até 2018.

“A vantagem para as companhias é ter maior velocidade e agilidade no desenvolvimento e implantação de novas soluções. Sabemos que, hoje, esses são fatores determinantes para o sucesso na era digital e para atender às necessidades dos clientes”, afirma David Dias, responsável pela área de Canais e Ecossistema para IBM Watson no Brasil.

Entre os exemplos brasileiros de parceiros de negócio e startups que utilizaram a tecnologia IBM Watson para desenvolver uma nova aplicação ou aprimorar suas ofertas existentes a 4all é destaque. Sob o conceito de uma plataforma all-in-one, a 4all permite fazer reservas em restaurantes, pagar a conta, acessar estacionamentos, solicitar refeições, recarregar cartões de transporte, agendar um horário no médico ou até mesmo em um salão de beleza, por exemplo.

Os usuários podem acessar todos os serviços disponíveis por meio do App 4all, disponível para os sistemas iOS e Android. Hoje, a plataforma utiliza a API do Watson Conversation em seu chatbot. Por meio de uma conversa informal, o 4bot, como foi batizado o sistema, permite que o usuário faça um pedido e realize toda transação de compra dentro da uma aplicação integrada ao Messenger do Facebook. A solução está sendo desenvolvida para atender também os serviços de saúde e mobilidade oferecidos pela plataforma.

O caso do Free Valorize é outro exemplo. Trata-se de uma ferramenta empresarial destinada à prestação de serviços de elaboração de avaliações avançadas para pequenas e médias empresas, utilizando o Watson. Além de realizar avaliações financeiras tradicionais, a ferramenta consegue entregar também relatórios de análise de perfil de startups e empresas em plena operação baseadas na personalidade dos empreendedores e no tom do discurso da empresa.

Ainda é possível comparar estas startups e empresas de acordo com 10 parâmetros para que o investidor possa fazer a melhor escolha na hora da aquisição. A solução utiliza três APIs do Watson – Personality Insights, Tone Analyzer e Tradeoff Analytics – e estará disponível para o mercado a partir do segundo semestre de 2017.

Desenvolvido pela Softwell Solutions, da Bahia, a aplicativo Digaê fornece respostas para perguntas de gestores públicos. A proposta é que seja um assessor virtual 24×7 para que o administrador eleito possa ser informado sobre as atividades da sua gestão nas áreas de educação, saúde, finanças, entre outras. Na prática o app, disponibilizado em um smartphone, responde em tempo real – por meio de voz ou chat – perguntas como “Quantos investimos em obras de infraestrutura foram feitos nesta rua?”, “Quantas famílias foram beneficiadas neste bairro com a nova quadra de esportes?” ou “Qual a previsão de entrega deste hospital?”. Com respostas em tempo real, o gestor público tem subsídios para tomar melhores decisões. O app utiliza 6 APIs do Watson: Conversation, Text To Speech, Tone Analyzer, Alchemy, Natural Language Classifier, Retrieve and Rank, e o Language Translator.

Segundo o Gartner, a inteligência artificial é uma das principais tendências estratégicas em TI para 2017. A consultoria aponta que a tecnologia de aprendizado de máquina (machine learning) avançado, a criação de aplicativos inteligentes e de coisas inteligentes estarão no topo das inovações este ano. Este modelo baseado no conceito de Economia das APIs (sigla de Application Programming Interfaces), na qual produtos e serviços conectados à internet ficam à disposição de parceiros de negócio, clientes e outros membros do ecossistema para desenvolvimento de aplicações, torna a tecnologia de ponta mais acessível e democratizada.

As aplicações de parceiros que utilizam os serviços cognitivos da IBM passarão a ser identificadas com a marca “With Watson”, em português “Com Watson”. Este é um programa mundial da IBM que tem a missão de apoiar a comunidade de desenvolvedores para garantir que tenham bons resultados em suas aplicações desenvolvidas a partir de APIs do Watson. O projeto deve ser submetido à IBM para que a empresa tenha o direito de utilizar a marca.

“A ideia do programa é sinalizar para o mercado as soluções de primeira linha construídas com o Watson e apoiar nossos parceiros em suas atividades de comunicação e marketing. Vale reforçar que, quando se constrói em uma plataforma líder em inteligência artificial para empresas, os desenvolvedores podem usar serviços cognitivos essenciais, como fala, linguagem, lógica, visão e empatia, estabelecendo uma nova forma de colaboração entre pessoas e computadores – o que aumenta o conhecimento humano, assim redefinindo padrões e acelerando descobertas”, completa Dias.

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