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Entenda a diferença entre gestão de vulnerabilidades e gestão de incidentes

A gestão de vulnerabilidades e a gestão de incidentes são partes essenciais de qualquer bom programa de segurança da informação. No entanto, em muitas empresas, uma dessas etapas acaba sendo deixada de lado ou privilegiada em detrimento da outra.

Entenda a diferença entre essas duas etapas da segurança da informação e saiba por que ambas são essenciais para o negócio:

Impeça ataques bem-sucedidos com a gestão de vulnerabilidades

Quando nos referimos a vulnerabilidades, falamos de falhas de segurança na infraestrutura ou em aplicações que permitem que ações cibernéticas maliciosas sejam bem-sucedidas. As vulnerabilidades acabam gerando riscos, que são a probabilidade de uma empresa ou indivíduo sofrer determinados ataques e de que eles sejam bem-sucedidos.

Por isso, a gestão de vulnerabilidades está diretamente ligada à gestão de riscos. O processo de identificação de vulnerabilidades nas empresas deve ser contínuo para que os profissionais de segurança possam responder efetivamente a cada uma delas antes que um ataque ocorra.

A gestão de riscos está relacionada a esse processo, pois além de enumerar potenciais ataques, ela é capaz de determinar quais são os pontos que precisam de maior atenção de acordo com o custo de um possível ataque – algo que varia de acordo com a criticidade dos sistemas atingidos – e sua probabilidade. Por isso, a realização de testes de invasão e elaborar diagnósticos sobre a segurança de seu sistema são medidas que podem ser consideradas em sua gestão de riscos.

Mitigue os riscos dos ataques bem-sucedidos com a gestão de incidentes

Diferente da gestão de vulnerabilidades, a gestão de incidentes está ligada a outra etapa igualmente importante na segurança da informação. Incidentes de segurança são eventos que indicam que algum mecanismo de segurança falhou ou que a empresa já foi atacada. Qualquer acontecimento significativo dentro da rede corporativa pode ser considerado um evento, mas o que determina se podemos considera-lo um incidente de segurança é o seu grau de criticidade de acordo com os riscos associados.

Com isso, vemos que a gestão de incidentes também está ligada à gestão de riscos. Ao gerir incidentes, as empresas precisam lidar, principalmente, com as consequências de um ataque bem-sucedido, mitigando seus riscos para o negócio por meio de ferramentas de monitoramento, capazes de identificar ações maliciosas o quanto antes, e de resposta. Entre os processos e produtos que fazem parte dessa etapa estão planos de resposta a incidentes, conscientização em segurança e ferramentas de gerenciamento e correlação de eventos de segurança (em inglês, security information and event management – SIEM).

Entenda a importância dessas duas etapas

A gestão de vulnerabilidades é essencial para reduzir custos e riscos com cibersegurança. Felizmente, cada vez mais empresas brasileiras estão reconhecendo sua importância e estão contando com mais estratégias para priorizar e remediar falhas de segurança. No entanto, atualmente, a maioria das empresas ainda leva 103 dias (em média) para remediar uma vulnerabilidade, gerando um longo período em que hackers podem executar ataques bem-sucedidos.

Diante dessa realidade, e com um cenário de ameaças cada vez mais complexo em que hackers executam ações sofisticadas capazes de burlar até os mecanismos de defesa mais avançados, a gestão de incidentes também é fundamental para garantir a segurança da empresa.

Não existe uma ferramenta que garanta uma segurança impenetrável à empresa e, assim como é importante remediar suas vulnerabilidades, é fundamental garantir que o ambiente esteja preparado para responder a potenciais ações maliciosas e recuperar-se o mais rápido possível.

*Leonardo Militelli é sócio-diretor da iBliss.

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