Gestão

Complexidade corporativa coloca em risco a segurança da informação, aponta pesquisa

Levantamento da Citrix indica que capital humano das empresas não tem claro os preceitos da política de segurança corporativa

Em épocas na qual estratégia de segurança se faz necessária para a condução do negócio, uma pesquisa revelou que 83% das empresas em todo o mundo consideram que a complexidade organizacional é a causa do maior risco. No Brasil, este número não é diferente: 85% dos entrevistados afirmaram que os requerimentos de segurança corporativa são muito complexos, dificultam a sua produtividade e prejudicam a capacidade de trabalhar segundo suas preferências.

Segundo as tendências globais analisadas no estudo, as práticas e políticas precisam evoluir para lidar com ameaças decorrentes de tecnologias disruptivas, de crimes cibernéticos e de legislações de compliance

O levantamento, feito pela Citrix e do Ponemon Institute com mais de 4,2 mil profissionais de TI em todo o mundo, revela ainda que o crescimento da chamada TI Invisível, ou shadow IT, tem aberto brechas que podem colocar em risco a segurança da empresa. A TI Invisível nada mais é que a prática de adquirir tecnologias e serviços, na maior parte das vezes sem o aval do departamento de TI, para tornar o trabalho mais simples.

Com os colaboradores acessando as informações da empresa em seus dispositivos móveis pessoais, os dados corporativos acabam ficando disponíveis em laptops, telefones ou tablets deixados no escritório ou esquecidos em um café. Os ativos de dados estão aumentando, o que para 61% dos entrevistados brasileiros significa que cada vez mais informação é colocada em risco.

Já a proteção de aplicativos e dados é mais importante do que nunca. Globalmente, 74% das empresas consideram que é necessária uma nova arquitetura de segurança de TI para reduzir os riscos, índice que cai para 59% no Brasil. “Em relação aos demais países, os números mostram o Brasil com um perfil menos preocupado com segurança, o que nos alertas para uma possível vulnerabilidade das nossas companhias”, afirma Luis Banhara, diretor geral da Citrix Brasil.

Segundo as tendências globais analisadas no estudo, as práticas e políticas precisam evoluir para lidar com ameaças decorrentes de tecnologias disruptivas, de crimes cibernéticos e de legislações de compliance. No entanto, a realidade da segurança da informação no Brasil ainda diz respeito ao capital interno das companhias.

O estudo identificou que 85% dos entrevistados afirmam estar mais preocupados com fontes internas maliciosas do que com ataques de guerras cibernéticas e hackativismo. No mundo o índice é de 80%. Enquanto 83% estão preocupados com violações de segurança envolvendo informações de alto valor, 65% consideram que existem riscos decorrentes de sua incapacidade de controlar os dispositivos e aplicativos dos funcionários.

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