Entrevistas

‘Mostrar cases em redes sociais traz mais retorno’, afirma Kimura

Segundo o especialista em neuromarketing, Fernando Kimura, usar o marketing de endorsamento pode alavancar a presença digital das revendas brasileiras

Divulgação

A comunicação digital nos dias de hoje é essencial para qualquer tipo de empresa. No entanto, a presença e o uso básico das ferramentas digitais não são suficientes para destacar a empresa frente a concorrência. Em entrevista à Infor Channel, o especialista em neuromarketing, Fernando Kimura fala sobre as melhores estratégias digitais e que tendências devem movimentar o mercado de TI nos próximos anos.

Quais principais tendências de tecnologia apontaria para 2017?

A vendas de serviços. Diria que Cloud e PaaS devem ser destaque neste ano. No caso de Cloud, o mercado demanda soluções otimizadas conforme o tamanho da empresa e isso é possível já que o produto se adapta ao cliente. No caso de PaaS, que é uma evolução do SaaS, haverá em breve um boom de migração. SaaS está consolidado e já é usado por grandes, médias e até pequena. Mas essa mesma empresa vai sentir necessidade de contratar um servidor em nuvem, essa migração vai acontecer e o revendedor tem a oportunidade de entender, dentro do seu nicho, quais sistemas seus clientes usam para então oferecer o PaaS.

A comunicação digital pode ajudar o canal. O revendedor pode usar de social selling. Expor os cases em redes é uma boa saída

Como o canal de distribuição de Tecnologia deve se comportar frente a essas tendências? Conseguiria apontar uma demanda incipiente que a revenda pode aproveitar?

Um nicho potencial é o de comércios de pequeno e médio porte. Essas empresas precisam ter sistemas: tipo mini ERP. Enquanto os fabricantes não olham para esses nichos, o canal pode olhar e pode dar um start nesse sentido. O revendedor que despontar nisso pode virar especialista de um produto específico e aí pode se destacar como fornecedor diferenciado. Isso dá mais trabalho, mas pode dar mais dinheiro também. Outra oportunidade é colocar o sistema dessa empresa em nuvem.

Na sua opinião, quais são os desafios? E como superá-los?

A comunicação digital pode ajudar o canal. O revendedor pode usar de social selling. Expor os cases em redes é uma boa saída. Porque mostrar um case não é como falar de você mesmo, inspira mais simpatia e mostra um conteúdo mais relevante, um conteúdo mais verdadeiro. É o marketing de endorsamento. É muito usado no Brasil pela indústria odontológica, mas para a tecnologia funciona bem também. As revendas, no fim das contas, são cópias do fabricante. Ou seja, ela faz o que o fabricante faz, fala de produtos, assim como eles fazem.  E dá para fazer um case, um vídeo, um case mais bem construído. Vídeo conteúdo é mais consumido do que o conteúdo lido. É só fazer uma coisa mais bem produzida. E ele pode usar isso posteriormente para fazer adds no Youtube adds. Quando um cliente for buscar um produto que tem relação com aquele case, aparece o vídeo dele. Ter perfis pagos em redes como Linkedin é também uma boa.

Qual as principais preocupações que a revenda deve ter frente a essas novas oportunidades?

O revendedor tem que ter a preocupação de 3 coisas: Awareness – ser conhecido, as pessoas saber o que ela faz; change perception – mudança de percepção de que a tecnologia é cara e distinta e demand Generation – perceber claramente a demanda que o mercado gera. Respeitando esses três pilares ele pode fazer um vídeo case e mudar a percepção de que a tecnologia é cara e seu produto é necessário ao cliente.

Qua é a sua opinião sobre Internet das Coisas?

IoT não é tão tendência aqui. Só se fala da Internet das coisas, mas aqui a nossa realidade ainda está distante. Por mais que uma coisa ou outra tenha alcance internacional, tem coisa que é distante, que da cultura local. Você já viu aquele Amazon Go? É um mercado lançado em Seattle, que você entra e pega tudo e não precisa passar nem no caixa. Foi anunciado como última das tendências e veja só, só tem uma unidade nos EUA e é versão teste. E tem mais: precisa ter cartão de crédito para poder usar. Como pode ser tendência aqui se 60% da população brasileira está endividada?

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